segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O que têm para nos dizer na 2.ª feira de Espírito Santo

"(...)Estamos nas vésperas da comemoração de mais um Dia dos Açores, onde é suposto partilharmos a alegria da unidade regional, conquistada ao centralismo lisboeta e à fragmentação multisecular das soluções administrativas que nos foram impostas.

Mas o presente é talvez dos mais sombrios desde 1976. Os sinais de divisionismo e de rivalidades, que se julgavam em vias de extinção, aí estão, a crescer a um ritmo preocupante. E revelam-se viçosos, renovados e interpartidários. 

Serão os atuais responsáveis políticos açorianos capazes, hoje, de defender (não só com palavras, mas com obras!) a construção da unidade político-administrativa dos Açores assente na solidariedade partilhada no crescimento e nas dificuldades? E serão capazes de assumir, de facto, que o desenvolvimento económico e social dos Açores só é possível com a concretização do crescimento integral e harmonioso de todas as ilhas, respeitando os seus ritmos próprios e assumindo como objetivo da prática política a justiça e a equidade no direito ao desenvolvimento e ao progresso?

Veremos o que, neste presente sombrio de rivalidades e de divisionismos, terão os responsáveis políticos dos Açores para nos dizer na próxima segunda-feira do Espírito Santo, que é suposto ser o Dia da unidade açoriana."
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 06.06.2014.
Ler artigo completo aqui.

Sem comentários: