"Demitiu-se o Presidente do Conselho de Administração da SATA, António Gomes de Meneses. Saiu, ao que disse a Comunicação Social, em rota de colisão com o Secretário Regional do Turismo e Transportes e com o Governo, por divergências que se vieram acumulando e por intromissões e interferências constantes dos atuais governantes. Saiu também por atrasos na decisão governamental para a implementação de medidas estratégicas consideradas urgentes para a SATA. Saiu deixando no Grupo SATA um passivo bancário de cerca de 60 milhões de euros. Saiu sem nunca ter levantado a sua voz, em defesa da saúde financeira da empresa, contra o cada vez maior atraso que se verifica no pagamento das indemnizações compensatórias, especialmente por parte da Região Autónoma dos Açores à Sata Air Açores, a de maior monta e a que tem implicações mais gravosas no referido passivo bancário. Saiu depois de ter deixado a empresa afundar-se em opções de gestão equívocas, como é o exemplo das várias rotas ruinosas em que envolveu a SATA Internacional. Saiu depois de ter permitido que fosse a tutela quem efetivamente decidia na empresa e que o que mais pesava em muitas opções era a agenda política do governo e não critérios de gestão rigorosos e fundamentados. Saiu deixando a empresa em muito pior estado do que a recebeu, em 2007, das mãos de Manuel António Cansado, de tal forma que muitos são os que já se questionam sobre o futuro da SATA Internacional.(...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 06.05.2014
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