quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Deputados reúnem com Associação Bombeiros do Faial

Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do FaialDando continuidade à sua ação política, no passado dia 19 de novembro os deputados do PSD eleitos pelo Faial reuniram com a direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial.
Tratou-se de uma útil reunião em que se passou em revista um importante conjunto de questões relacionadas com o presente e o futuro da instituição.
Os deputados foram ainda informados sobre os grandes projetos e ambições da atual direção, nos quais se incluem a construção do novo Quartel de Bombeiros.

Luís Garcia intervém sobre Plano do Governo para 2016

Intervenção do deputado Luís Garcia sobre o Plano do Governo para 2016:





Rescaldo: Plano para 2016

" (...) Ficou claro no final deste processo que o PS e o governo regional são muito rápidos a prometer e muito lentos a executar. A ilha do Faial sente bem essa realidade. O PS apresentou-se nas eleições regionais de 2012 aos eleitores faialenses com um manifesto bem recheado com mais de 50 promessas. Ora estamos no último ano da legislatura e é pois tempo de se começar a fazer o balanço sobre o cumprimento dessas promessas. Permitam-me que dê alguns exemplos de investimentos prometidos para que cada faça a sua avaliação.

A 2ª fase do “reordenamento do porto, marina e baía da Horta” prometida para esta legislatura e que teve as seguintes verbas inscritas nos planos:

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Olhando para este quadro duas questões são legítimas: Será que no quarto ano da legislatura esta intervenção se iniciará? Onde foram parar todos estes milhões inscritos e não executados?(...)"
Luis Garcia, in Incentivo.
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De cá e de lá

"(...) Pior do que errar, é persistir no erro. Por cá, depois das muitas e razoáveis críticas feitas aos horários de inverno da SATA ao fim de semana para o Faial, veio, há dias, o Governo Regional reconhecer o erro e anunciar a reposição do número de ligações existente no ano anterior. Por isso, e porque estivemos na primeira linha na denúncia desta situação, não posso deixar, agora, de manifestar satisfação perante a decisão do Governo. 
Mas (há sempre um mas…) não pode passar sem reparo que nos novos horários da SATA para a Horta, ao domingo, um cidadão que queira vir de Ponta Delgada para o Faial tem sempre que fazer transfer de voo, com paragem na Terceira de, no mínimo, uma hora e cinco minutos, sendo que, nos restantes, as paragens são superiores a duas horas! Em três voos de S. Miguel para o Faial ao domingo, não haver sequer um que faça seguido o percurso Ponta Delgada-Terceira-Horta é aceitável? É compreensível? É bom? Não! Não é! 
E não me conformo com estas decisões penalizadoras e incompreensíveis, em que para o Faial é sempre uma dificuldade e um esforço para se conseguir algo que não só é legítimo, como é justo e lógico! 
Por isso, é cada vez mais pertinente a pergunta: a quem serve esta SATA?(...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O pior cego é o que não quer ver


" Este adágio popular aplica-se, no meu entendimento, ao que se está a passar no Faial. Passam-se coisas estranhas e há muitos que não as querem ver nem as suas origens.

Há um conjunto de constrangimentos que estão a obstaculizar o nosso desenvolvimento. Refiro-me a constrangimentos provocados por um retrocesso inexplicável nas acessibilidades aéreas (que vão muito para além da reposição de voos ao fim-de-semana), a investimentos que o Governo Regional faz em outros lados e aqui não faz (Termas do Varadouro), a investimentos que são sucessivamente adiados (ampliação da pista do aeroporto, estradas interiores), a outros que são pura e simplesmente cancelados (2ª fase da variante e Estádio Mário Lino) apesar de prometidos há anos e até a alterações legislativas que permitem criar plataformas logísticas no domínio dos transportes marítimos de mercadorias. Estou profundamente convencido que tudo isto não acontece por mero acaso.

Estou convencido, e é preciso dizê-lo e assumi-lo, que existem interesses muito bem colocados nomeadamente, à mesa do orçamento regional, que procuram dificultar o desenvolvimento desta ilha. Que existam alguns interesses empresariais e geográficos a quem não lhes interessa o desenvolvimento do Faial eu não aceito mas até posso compreender. Agora que o Governo Regional, ao seu mais alto nível, seja permeável e até tenha elementos que se sentam no Conselho de Governo que sejam os principais fomentadores e executores dessa estratégia, isso é absolutamente inaceitável. (...)"
Luís Garcia, in Incentivo.
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Costa Pereira e Luís Garcia defendem mais voos entre Faial e Lisboa em 2016

Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial defenderam hoje o reforço do número de voos entre a ilha e Lisboa no verão IATA de 2016, alegando que os constrangimentos verificados este ano “não se podem repetir”.

“A SATA Internacional deve, no próximo verão IATA, aumentar o número de ligações diretas a Lisboa, de forma a atingir, pelo menos, o mesmo número das que se registavam no verão IATA de 2014. Aquilo que se passou este ano não se pode repetir”, afirmaram, em comunicado, os deputados social-democratas Costa Pereira e Luís Garcia.
Os parlamentares do PSD/Açores salientaram que esta é uma reivindicação que já apresentaram por diversas vezes e que é partilhada por instituições da sociedade civil faialense, nomeadamente a Câmara de Comércio e Indústria da Horta, que, “por ocasião do seu aniversário, exigiu um aumento das ligações diretas com Lisboa no verão IATA para, pelo menos, os níveis das verificadas em 2014”.

Costa Pereira e Luís Garcia salientaram que a experiência do último verão “impõe também que, no próximo, a SATA Air Açores garanta mais voos e mais lugares nas ligações ao Faial”, possibilitando assim que a ilha “retire mais proveito do novo modelo de transporte aéreo [para o continente], nomeadamente dos reencaminhamentos gratuitos”.

“Por outro lado, exige-se nos horários inter-ilhas do próximo verão IATA uma maior articulação para permitir que quem queira sair para o exterior dos Açores, via Ponta Delgada, o posso fazer ou regressar sem a necessidade de pernoitar sempre em São Miguel”, defenderam.

Os deputados social-democratas manifestaram ainda a sua satisfação com o reforço do número de voos da SATA Air Açores para a ilha do Faial este inverno, dado que o “governo regional reconheceu o erro e anunciou a reposição do número de ligações existente no ano anterior”.

“Pior do que errar, é persistir no erro. Por isso, e porque estivemos na primeira linha, ao lado de outras instituições locais, na denúncia desta situação, não podemos deixar, agora, de manifestar a nossa satisfação e sentimento do dever cumprido, perante a decisão do governo, agora tornada pública”, afirmaram.

Costa Pereira e Luís Garcia lembraram, no entanto, que “os horários objeto da contestação só entraram em vigor, mediante aprovação da tutela, que é o governo regional”.

“O mesmo responsável político que agora prazenteiramente veio à Horta anunciar as boas notícias da alteração dos horários, é o mesmo secretário regional que aprovou, sem reparo, os anteriores horários. A desfaçatez tem de ter limites”, sublinharam.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Para que servem as eleições?

" (...) E o País? Para eles que se lixe o País. Nem a situação delicada em que se encontra Portugal os faz recuar ou repensar esta estratégia. A ânsia de poder é de tal ordem que esquecem e desrespeitam os enormes sacrifícios que os portugueses fizeram nestes últimos quatro anos para retirar o País da situação de quase bancarrota em que a governação do PS nos havia colocado. A situação de Portugal é demasiado frágil para estes aventureirismos irresponsáveis que invariavelmente farão com que sejam sempre os mesmos a pagar.

A verdade é que as eleições aconteceram há um mês e o País está ainda sem um governo em efetividade de funções e pelo que é possível antever, fruto dos jogos palacianos em curso, assim continuará por mais algum tempo. Se a este período adicionarmos o que antecedeu as eleições, em que o anterior governo esteve com competências limitadas, chegamos à conclusão que é tempo de mais para substituir um governo. Olhemos para a velocidade em que um processo semelhante decorreu recentemente na Grécia. A situação do País exigiria outra responsabilidade dos políticos e outra celeridade.(...)"
Luís Garcia, in Incentivo.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Acerca da credibilidade dos políticos

" (...) E a verdade é que muitos Políticos têm dado fartos exemplos, no exercício dos seus cargos, quer no Poder, quer na Oposição, para esta generalizada descrença e, mesmo, progressivo afastamento do cidadão em relação à Política: quando prometem e não cumprem com a palavra dada aos eleitores; quando dizem uma coisa na Oposição e fazem outra diferente no Poder; quando esquecem os interesses dos cidadãos em favor das estratégias de grupos; quando usam o poder em proveito próprio ou de grupos; quando usam os dinheiros públicos para comprar apoios e conivências. 
Aquilo que hoje se está a passar na política portuguesa é bem o exemplo disso e é mais um poderoso contributo para a descredibilização da Política e dos Políticos. Como escrevia, há dias, Ricardo Costa, no seu “Expresso Curto”, os políticos “estão todos a apalpar terreno” e “a fazer figas quando falam consigo”. Brincar ao gato e ao rato, perante uma nação atónita e que acabou de ser sujeita aos maiores sacrifícios das últimas décadas, não abona, em boa verdade, nada em favor de tais políticos!(...)". 
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas.
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Mais do mesmo

"1. A anteproposta de plano para 2016 do Governo Regional no que ao Faial diz respeito é mais do mesmo. Estes documentos são, ou deviam ser, importantes para quem governa e para quem é governado. Porém, estão totalmente descredibilizados, pois a diferença entre aquilo que neles se escreve e aquilo que se faz vai uma distância abismal. Porque os números falam por si, aqui fica neste quadro a diferença entre os milhões que são anualmente inscritos nos planos para o Faial, desde 2007, e os que são efetivamente executados:


Perante estes números há muito que defendo, nomeadamente no Conselho de Ilha, que mais importante do que analisar e elogiar as verbas inscritas nos planos é analisar a sua execução e exigir explicações ao Governo."
Luís Garcia, in Incentivo.
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terça-feira, 20 de outubro de 2015

A maior coleção do Vulcão dos Capelinhos está fora do Faial?

O PSD/Açores questionou o Governo Regional sobre o facto de "a maior e mais representativa coleção sobre o Vulcão dos Capelinhos estar em São Miguel, concretamente na Lagoa, onde é uma das grandes atrações do Observatório Vulcanológico dos Açores, como referiu recentemente o Vulcanólogo Victor Hugo Forjaz", diz o deputado Luís Garcia.

Assim, e num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, os parlamentares social democratas eleitos pelo Faial, Luís Garcia e Jorge Costa Pereira, pretendem que a tutela confirme "a dimensão dessa coleção, explicando as razões para que a mesma não esteja no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos".

Os deputados baseiam as suas dúvidas na afirmação de Victor Hugo Forjaz, e lembram uma reportagem, publicada no Jornal "Correio dos Açores", no dia do 58º aniversário da erupção do Vulcão dos Capelinhos, onde se explica "que há cerca de dois anos, a Direção Regional da Ciência patrocinou a construção de umas prateleiras bonitas no Observatório Vulcanológico, e a coleção do Vulcão dos Capelinhos ficou na Lagoa, não estando no Centro Interpretativo, no Faial, porque não foi manifestado esse interesse e foi tudo para São Miguel", cita Luís Garcia.

O social democrata considera que "tudo isto causa estranheza junto dos faialenses, pois seria natural e expetável que, após o investimento estratégico realizado no Centro Interpretativo do Vulcão dos Capelinhos, uma coleção daquela natureza lá estivesse presente", explica.

E acrescenta que "também é sintomático que, até hoje, o Governo Regional, que é sempre tão célere em esclarecimentos, nada tenha dito sobre o seu envolvimento na referida operação, conforme indicia a notícia".

"Queremos que o Governo Regional esclareça se não seria natural que aquela coleção estivesse no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, se efetivamente houve falta de interesse em que isso acontecesse, e se está disponível para apoiar o regresso da mesma ao Faial, colocando-a naquela estrutura", conclui Luís Garcia.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A SATA serve a quem e a que estratégia?

A SATA fintou os Faialenses. Depois de apresentar um horário de inverno impensável, que consagrava ao sábado e domingo apenas um voo diário para esta ilha, por sinal sempre de manhã, aquela companhia, na passada 6.ª feira, apresentava, nos seus horários mais um voo para a Horta, ao domingo ao final da tarde. Assim, passaríamos a ter um voo aos sábados de manhã e dois voos ao domingo: um de manhã e outro ao final da tarde.

Mas, na 2.ª feira, dia 12, nova alteração era feita no horário da SATA ao fim de semana para o Faial: o voo da manhã de domingo desapareceu e resta outra vez um só voo, agora ao final do dia. Voltámos, portanto, a ter para o Faial um voo ao sábado de manhã e outro ao domingo, agora ao fim do dia. Por isso, este novo horário continua a constituir um grave e inaudito retrocesso por comparação com o do ano anterior, em que tínhamos três ligações em cada um dos dias ao fim de semana.

Com estes horários, a SATA anda a contraciclo do esperado crescimento na procura em resultado da entrada do novo modelo de transporte aéreo e inibe, por drástica restrição na oferta, a vinda de potenciais interessados a esta ilha. E, tão grave como isso, limita a acessibilidade dos doentes das Flores ao Hospital da Horta, na medida em que retira ao Faial as ligações com as Flores nestes dias e transfere-as para a Terceira. É bem questão para perguntarmos: a SATA serve quem?

E as dúvidas avolumam-se ainda mais quando vemos que a SATA que corta voos no Faial, é a mesma que se apressou recentemente a satisfazer (e bem!) os Picoenses, aumentando os seus voos ao domingo para dois e levando a que a Fonte Travel / Triangle, anunciasse que os “novos horários Ponta Delgada-Pico e Pico-Ponta Delgada permitem viajar sexta-feira ao final da tarde e regressar ao ponto de partida também ao final da tarde de domingo, otimizando o tempo de visita e estadia”. Este “novo horário de domingo Ponta Delgada/Ilhas do Triângulo (aeroporto do Pico) permite a ligação com o voo proveniente de Frankfurt, isto é, a partir de agora é possível viajar entre Frankfurt e o Triângulo, fazendo escala em Ponta Delgada”, adianta aquela agência.

Depois da excelente notícia que foi, na passada semana, o anúncio da Tui em realizar voos “charter”, incluindo o Pico, manifestando, assim, abertura a um mercado que todos queremos que se afirme no contexto da Região, é caso para aqui no Faial empresários e Autarquia dizerem urgentemente à população o que têm andado a fazer nesta matéria e o que têm a dizer sobre as opções e a estratégia da SATA. É que, neste caso, cada vez mais, o que parece é!

E o que é, é que, literalmente e com a conivência silenciosa de muitos, o Faial está…a ver passar aviões!"
Jorge Costa Pereira
in Tribuna das Ilhas

A estratégia de uns e a apatia de outros

" O Faial tem assistido a um verdadeiro retrocesso nas acessibilidades aéreas. Começou pelo abandono inesperado e incompreensível da TAP. A SATA Internacional, que substituiu a TAP nesta rota, não foi capaz de disponibilizar um número de lugares que respondesse satisfatoriamente à necessária mobilidade de quem aqui vive e ao aumento do número de turistas.

Acresceu a todos estes constrangimentos a falta de lugares nos voos inter-ilhas. E como se não bastasse, agora são os horários de inverno ao fim-de-semana que atrofiam por completo a nossa mobilidade. Reduzir o número de voos inter-ilhas, de e para o Faial, ao sábado e ao domingo, a um por dia é um retrocesso absolutamente impensável e inaceitável, com a agravante desse voo ser de manhã e de se utilizar o avião mais pequeno num dos dias.

Para além disso, esta redução de voos é absolutamente contraditória com as expetativas criadas com o dito novo modelo de transportes aéreos. Dizem-nos que vamos receber mais turistas tirando partido dos reencaminhamentos gratuitos fruto desse modelo e depois reduzem-nos o número de voos. Alguém entende isto?

Confrontado com esta contestação do Faial o Secretário Regional do Turismo e Transportes tem a distinta lata de dizer que se houver procura a SATA tem capacidade de aumentar a oferta. Alguém, algum dia, vai organizar a sua vida pensando que a SATA vai aumentar a oferta?

Algum turista programará a sua vinda ao Faial esperando que nas vésperas a SATA anuncie uma viagem extraordinária?! (...).
Luis Garcia, in Incentivo.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PSD/Açores questiona verificação de pacemakers no Hospital da Horta

O PSD/Açores criticou hoje mais um problema verificado "com a deslocação de médicos especialistas ao Hospital da Horta", uma questão "que tem motivado várias críticas e queixas dos utentes, agora com a falta de um especialista em Cardiologia para avaliar os doentes a quem foi implantado pacemaker. Um problema já levantado pelo PSD e ao qual o governo nem respondeu", dizem os deputados Jorge Costa Pereira e Luís Garcia, eleitos pelo Faial.

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, os social democratas explicam que "existem doentes a quem foi prescrita a reavaliação semestral do aparelho, e que aguardam a deslocação do especialista para esse efeito. Acontece que há mais de um ano que essas deslocações não se efetuam", denuncia o documento.

"A confirmar-se tal informação, é inaceitável e incompreensível que os doentes vivam situações de completo abandono e angústia, sabendo que o funcionamento do pacemaker devia ser revisto semestralmente, e que há mais de um ano que tal não é feito", consideram Jorge Costa Pereira e Luís Garcia.

Assim, os parlamentares querem que o Governo Regional esclareça se, "efetivamente, foi em setembro de 2014 a última deslocação ao Hospital da Horta do médico especialista em Cardiologia para efetuar a verificação periódica de pacemakers. É preciso conhecer as razões dessa falta e saber se a tutela concorda com a mesma, que prejudica claramente e põe em risco um conjunto de utentes do Serviço Regional de Saúde", adiantam.

"Solicitamos ainda ao governo, o avançar de soluções para resolver este grave problema, salvaguardando sempre o interesse dos doentes. Queremos saber porque não foi ainda implementada nenhuma alternativa", referem em nota à comunicação social.

Jorge Costa Pereira e Luís Garcia acrescentam que aguardam, "há oito meses, por uma resposta do governo regional a um requerimento que solicitava informação detalhada sobre este assunto e ela, até esta data, censurável e lamentavelmente, nunca nos foi dada. Já são vezes demais em que o Governo Regional remete ao silêncio os problemas dos faialenses e dos açorianos", concluem.

O IMPENSÁVEL NOVO HORÁRIO DE INVERNO DA SATA PARA A HORTA

" (...) Neste quadro, o novo horário de inverno da SATA para a Horta, para além de ser inaceitável, é um anacronismo incompreensível. Vejamos porquê.

O inverno de 2015-2016 será o primeiro onde estará em vigor o novo Modelo de Obrigações Modificadas de Serviço Público entre o Continente Português e a Região Autónoma dos Açores. Como se sabe, este modelo permitiu a vinda das chamadas low cost para Ponta Delgada. E permitiu ainda, por uma questão de igualdade, que os residentes em qualquer ilha, pudessem beneficiar de reencaminhamentos gratuitos para terem acesso a esses voos para o exterior da Região.

Um dos resultados já comprovados deste modelo foi o notável aumento do Turismo em quase todas as ilhas dos Açores. E, neste último Verão, se a SATA mais ligações inter-ilhas tivesse oferecido, certamente mais passageiros teria transportado, tantas foram as reclamações e as queixas por falta de lugares nos voos.

Por isso, o que se espera é que neste próximo inverno, mesmo que com números muito mais modestos, se continue a verificar, por comparação com o ano anterior, um aumento da procura pelos Açores. E, face a esta natural expetativa, o que faz a SATA para a Horta ao fim-de-semana, período potencialmente favorável a haver mais mobilidade? Reduz a sua oferta de voos de três para um! E, ao reduzir a oferta desta forma drástica, defrauda de forma grave, a expetativa de estender à Horta no inverno os benefícios da vinda das low costs, na medida em que, pela via da redução da oferta, a SATA quase impede, na prática, os eventuais reencaminhamentos. O resultado só será um: impedir que a Horta seja acessível a esse potencial mercado que, por essa via, tenderá a ficar em S. Miguel!"
Jorge Costa Pereira
In Tribuna das Ilhas, 02.10,2015

Escolhas

" (...) Tive muitos momentos em que discordei de decisões deste Governo. E creio que isso aconteceu com muitos portugueses. Confesso que ao longo desta legislatura duvidei muitas vezes deste caminho. Hoje tenho de admitir que percebo que o caminho que percorremos, com uma ou outra diferença, tinha de ser percorrido. E quando olho para o que se passou e passa na Grécia essa perceção fica ainda mais clara. Nenhuma família, nenhuma empresa e nenhum país consegue ter um bom futuro com as contas desequilibradas e a gastar o que não tem. Era pois inevitável colocar as contas públicas em ordem e operar uma transformação no nosso modelo de desenvolvimento económico.(...)"
Luís Garcia, in Incentivo.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

SATA prejudica o Faial

O PSD/Açores considerou que o horário da SATA-Air Açores, "a entrar em vigor no próximo inverno IATA, e que foi agora conhecido com mais detalhe, penaliza de forma inaceitável a ilha do Faial, principalmente ao fim de semana".

"Ao sábado e ao domingo, quem quiser chegar ou sair da Horta de ou para outra ilha dos Açores, só o conseguirá fazer de manhã, num retrocesso sem precedentes, agravado pelo facto da companhia utilizar o seu equipamento de menor lotação", avançam, em requerimento, os deputados Luís Garcia e Jorge Costa Pereira. Este social democrata lembra que, "no inverno passado, ao sábado e ao domingo, a SATA tinha seis toques diários na Horta, com três chegadas e três partidas em cada um dos dias. No final de outubro, a SATA vai reduzir para quatro os seus toques na Horta ao fim de semana, com uma chegada e uma partida em cada dia, e com a particularidade dos voos serem de manhã", critica.

Jorge Costa Pereira discorda da "patética decisão", e quer saber se o Governo Regional concorda "com esta diminuição imposta pela SATA Air Açores para as ligações ao fim de semana. Até porque tal redução dificulta os expetáveis reencaminhamentos para a Horta", adianta.

"E queremos saber se o Governo Regional está na disposição de sensibilizar a SATA para avaliar melhor as consequências dos novos horários que decidiu implementar nas ligações inter-ilhas com a Horta e, em consequência, alterá-los", refere.

Jorge Costa Pereira considera que é "inaceitável esta redução de voos, que contradiz e impede, na prática, a extensão às outras ilhas face aos benefícios do novo modelo de serviço público, que criou os reencaminhamentos. Além de que prejudica claramente a ilha do Faial e o destino Açores", acrescenta.

"Trata-se de uma situação que defrauda as expetativas de quem precisa sair ou de vir ao Faial, por razões profissionais, familiares ou outras, só ao fim-de-semana", conclui o deputado do PSD/Açores.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Sobre o Hospital da Horta e não só…

"(...) Deste muito interessante Colóquio (onde talvez só terá faltado abordar com outra profundidade a questão financeira e das contas…) retenho três conclusões pessoais e que aqui partilho.

A primeira tem a ver com a decisiva importância do Hospital da Horta para a nossa ilha: para além do papel que lhe é próprio, ele é um dos maiores empregadores do Faial e destas ilhas e um dos maiores polos de concentração de quadros altamente qualificados e especializados, constituindo-se, assim, numa significativa mais-valia para a nossa sociedade, que urge defender e reforçar, sem desfalecimentos nem transigências.

A segunda refere-se à cada vez maior urgência de medidas proactivas e que englobem não só o Governo mas as instituições do Faial, no sentido de se criarem medidas destinadas a fixar jovens médicos. De acordo com os números apresentados, quase 60% dos médicos especialistas do nosso Hospital tem mais de 55 anos; e cerca de 70% tem mais de 50 anos! Estes números exigem medidas excecionais. Se não se conseguirem jovens médicos especialistas para se fixarem no nosso Hospital, é o futuro desta Instituição que estamos a hipotecar e a comprometer. E não falta quem queira abocanhar o potencial que representam os utentes do Hospital da Horta! Nada fazer ou refugiar-se nuns incentivos insignificantes para tranquilizar a consciência, é um crime geracional porque põe em causa o futuro dos nossos filhos.

Finalmente, uma terceira conclusão impõe-se-me pelo relato que ouvi de Fernando Faria. Lembrou ele que, já depois da implantação da Autonomia nos Açores e governando na Região o PSD, a questão da luta pela construção do novo Hospital da Horta, contra vários dos Açores que não viam esse investimento com bons olhos, uniu de forma inequívoca todas as forças vivas do Faial. Lembrou uma reunião extraordinária da Câmara Municipal da Horta, convocada para 10 de março de 1980, com o fim de tomar posição pública sobre esse assunto. Nessa reunião camarária, presidida pelo social-democrata Augusto Goulart Sequeira, participaram ainda os deputados do Faial do PSD e do PS, o diretor e o chefe dos serviços administrativos do Hospital e o presidente dos Serviços Médico-sociais. Ao documento saído dessa reunião, e aprovado por unanimidade, foi dada grande divulgação e o seu impacto foi determinante no desbloquear do processo do novo Hospital pelo Governo Regional do PSD.

É com tristeza que verifico que isso hoje não seria possível. É com profundo desencanto que concluo que, hoje, quem no Faial está ao lado do poder regional, não se tem revelado disponível para assumir a defesa intransigente da sua ilha. Por regra, calam-se. Poucas vezes, a medo, quase pedem desculpa por participar nalguma posição conjunta ligeiramente crítica ou reivindicativa. E a maior parte das vezes fazem coro com as decisões regionais, mesmo que sejam injustas, incompreensíveis e inaceitáveis para o Faial.

Que diferença dos anos 80! E os resultados estão aí à vista para quem quiser ver…"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 18.09.2015.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

E as Termas do Varadouro?

" (...) Na resposta a um requerimento dos deputados do PSD eleitos pelo Faial, em Fevereiro de 2012, o Governo garantia que o processo da recuperação das Termas do Varadouro estava em andamento e que o Governo “selecionou um parceiro privado, que é um investidor externo à Região, com experiência na área do termalismo”. Como fez essa seleção ninguém sabe.

E de novo, no final de mais uma legislatura, era preciso entreter os Faialenses e então finalmente esse empresário aparece e reconhece a existência de negociações, mostrando-se satisfeito com a forma como estavam a decorrer e diz que, para a concretização daquele investimento, “será necessária uma união de esforços”.

Estamos a caminho do final de mais uma legislatura e o assunto parece que caiu no esquecimento. E isso é tanto mais estranho quanto correm rumores que há empresários faialenses interessados, os tais que foram desafiados a avançarem, mas que o Governo Regional preteriu em favor do tal empresário externo.

Provavelmente em 2016, último ano da legislatura, alguém puxará mais um coelho da cartola, ou melhor, de mais uma promessa …

A tática tem sido sempre a mesma! Será que ainda há quem acredite? Será que a maioria dos faialenses continuará, com o seu voto, a apoiar quem assim tem procedido?"
Luís Garcia, in Incentivo, 10.09,2015
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Interrogações sobre a escola e sobre a Comunicação Social

“Nós somos o produto de uma geração que quer desesperadamente que tenhamos sucesso, mas não entende as nossas necessidades.
Nós não somos adolescentes. Somos corpos sem vida num sistema que gera concorrência, ódio e desencoraja o trabalho em equipa e a aprendizagem genuína. Temos falta de paixão sincera. Estamos doentes.”
Assim se exprimia por carta aberta, em março passado, Carolyn Walworth, a representante dos estudantes da High School de Palo Alto, na Califórnia, numa missiva que, pelo seu conteúdo, rapidamente se espalhou, depois de, desde outubro de 2014, quatro adolescentes daquele distrito escolar se terem suicidado. Tragicamente, não é o primeiro conjunto de suicídios de adolescentes nesta área, pois, em 2009 e 2010, cinco estudantes locais também puseram fim às suas vidas.
Palo Alto, no coração de Silicon Valley, é onde se situam algumas das escolas públicas mais competitivas dos Estados Unidos. As causas dos suicídios referidos são muito complexas e ultrapassam, naturalmente, a simples correlação com a pressão resultante da competição em ambiente escolar, como as palavras daquela aluna podem sugerir.
Mas a questão é que, ano após ano, também aqui entre nós, vou podendo testemunhar e assistir a fenómenos crescentes de nervosismo, insónias, expetativas, frustrações, que atingem cada vez mais alunos e seus familiares, às vezes numa dimensão tão dramática que me pergunto se algumas das palavras daquela estudante americana não poderiam também ser ditas pelos nossos alunos.(...)".

Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 07.09.2015
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Avaria no bloco operatório do Hospital da Horta persiste

O PSD/Açores denunciou que "continua por reparar a avaria no bloco operatório do Hospital da Horta, nomeadamente o problema que afeta o aparelho de arrefecimento daquele serviço há várias semanas, e que obrigou à suspensão de várias cirurgias programadas", referem os deputados Luís Garcia e Jorge Costa Pereira.

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, os parlamentares recordam uma notícia da Agência Lusa, "do passado dia 22 de Julho", em que o diretor clínico do Hospital "confirmou que apenas estavam a ser realizadas as cirurgias urgentes e oncológicas", além de que "já foi ultrapassado o período apontado para a resolução do problema. Ou seja, cerca de um mês depois, a avaria persiste", criticam.

"A suspensão de cirurgias é naturalmente penalizadora para os doentes, alguns dos quais aguardam há muito tempo por essas intervenções", pelo que "importa perceber as razões pelas quais a normalidade ainda não foi restabelecida no bloco operatório do Hospital da Horta e quando será efetivamente reposta", questionam os social democratas.

Luís Garcia e Jorge Costa Pereira querem saber "porque é que a avaria ainda não foi resolvida, quando se previa a sua solução em duas ou três semanas. O Governo Regional deve esclarecer a questão, e apontar uma data para aquele bloco operatório voltar a ter a ter as condições normais de funcionamento", consideram.

Os deputados do PSD/Açores eleitos pela ilha do Faial solicitam ainda à tutela que informe "quantas cirurgias foram adiadas devido ao problema em questão e até quando, após a prevista reparação, se prevê a recuperação de todas as cirurgias adiadas", concluem.

Olhar para a Grécia … e trancas à porta

" (...) Passos Coelho cometeu naturalmente erros neste seu mandato governativo. Não morro de amores pela faceta obstinada do seu carácter, nalgumas dimensões. Mas reconheço que se não fosse a sua perseverança, a sua persistência e a sua confiança nas virtudes do caminho que estava a seguir, Portugal tinha caído no abismo. Se tivesse seguido o canto das sereias que diversos políticos e comentadores (alguns até do seu próprio partido) entoavam, Portugal estava hoje igual ou pior que a Grécia. Quando Passos Coelho dizia, na passada semana, referindo-se à Grécia, que “hoje as pessoas têm o filme todo à sua frente do que podia ter acontecido a Portugal” tem toda a razão.

Por isso, quando formos votar em Outubro próximo, teremos de escolher entre as dificuldades de um caminho que se conhece e que deu resultados e as miragens de proféticas alternativas que levaram a Grécia e os gregos ao que todos os dias vemos e que nenhum de nós deseja para si; teremos de escolher entre a persistência de Passos Coelho que, perante as dificuldades, mantem o caminho, e a errância de António Costa, que, à primeira contestação, muda de opção.

A escolha será de cada um de nós. Com uma certeza: depois de colocarmos a cruz no boletim de voto…de nada vale pôr as trancas na porta…"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 20.08.2015
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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Mau serviço ao Faial


" O que se está a passar com o transporte aéreo de e para o Faial é demasiado grave para ser verdade. Neste curto espaço de tempo em que vigora o novo modelo de transportes aéreos, a SATA está a revelar-se incapaz de corresponder aos desafios do tempo presente. Já não falo dos reencaminhamentos de turistas que o novo modelo potencialmente poderia trazer para esta e para outras ilhas e que não chegam cá porque não há lugares nos aviões.

Falo dos que cá vivem e que, por diversas razões da sua vida, precisam sair. Essa dificuldade sente-se nos voos inter-ilhas mas, sobretudo, nas saídas para Lisboa, para onde é quase impossível obter um lugar até meados de setembro. A SATA, cujo primeiro e principal objetivo deve ser o de promover a mobilidade dos açorianos, está neste tempo a dificulta-la; e, para além disso, cuida mal dos nossos emigrantes e não se mostra capaz de trazer mais turistas ao Faial.(...)."
Luís Garcia, in Incentivo, 27.08.2015
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Nas vésperas de mais um regresso à escola...

" (...) Quanto aos horários escolares em que as crianças do Ensino Básico estão ininterruptamente mais de quatro horas na escola, com apenas dois recreios, (nem um adulto trabalha tanto tempo seguido…), e em que as aulas são maioritariamente de 90 minutos, Carlos Neto considera-os “contra natura, não tem a ver com as culturas de infância. Temos de ter um maior equilíbrio entre o que é uma estimulação organizada e uma estimulação ocasional, ou seja, entre o que é tempo livre, tempo de jogo livre, e o que é tempo de organização académica.”

Neste contexto, soube há dias que a Escola Manuel de Arriaga se prepara para, no próximo ano letivo, promover experimentalmente uma nova organização dos horários do 3ºCiclo que permitirá o fim das aulas de 90 minutos e o aumento do número de intervalos entre as aulas. 

A saudar."

Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 07.08.2015
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Decisões incompreensíveis

" (...) O Governo Regional decidiu, no passado dia 23 de Julho, aprovar a abertura de um concurso público com vista à construção da designada “Casa da Autonomia”, “com o preço base de 3.179.467,79 euros e um prazo de execução previsto de 365 dias”. Fundamenta o Governo esta decisão no facto de ser um compromisso assumido e que tal empreitada contribuirá para reafirmar e reforçar a Autonomia.

Esta é para mim uma decisão difícil de aceitar e constitui, por várias razões, uma afronta aos Faialenses e aos Açorianos. Desde logo, porque o mesmo Governo acaba de cancelar a construção da segunda fase da variante à cidade da Horta porque “não existem meios disponíveis para levar a cabo” esse investimento.

Ora, e se dúvidas ainda existiam, fica bem claro que para uma obra supérflua, como esta Casa da Autonomia, há dinheiro mas para uma pequena estrada essencial para o desenvolvimento do Faial não há.

Faz-se este equipamento cultural porque era um compromisso assumido pelo Governo e pelo PS. Mas a 2ª fase da variante também não era um compromisso assumido pelo mesmo Governo e pelo mesmo PS, desde 1996?

Ou seja: para o desenvolvimento do Faial não há dinheiro mas para satisfazer os caprichos de alguns socialistas, o dinheiro, como se vê, não falta! Sim, caprichos! Porque é bom recordar que este dispendioso palacete pomposamente designado de “Casa da Autonomia” é dirigido pela esposa aposentada do ex-presidente do Governo Carlos César. (...)"
Luís Garcia, in Incentivo, 03.08.2015
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A Variante que o Faial não terá

" (...) O mesmo Governo que enterra mais de 3 milhões de euros em Ponta Delgada numa futilidade chamada “Casa da Autonomia” vem dizer aos Faialenses que não há meios disponíveis para uma 2ª fase da Variante, com 1,7 quilómetros? Depois de ter dito o que disse? Depois de, em 20 anos, ter prometido o que prometeu? (...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 24.07.2015
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quinta-feira, 23 de julho de 2015

SATA não garante boa resposta nas ligações com o Faial

No passado dia 15 de julho, o PSD/Açores denunciou o facto de a SATA não garantir uma boa resposta nas ligações para o Faial, e pôs em causa em causa a eficácia "de se anunciarem reforços de voos, como fez a SATA quanto à ligação Horta-Lisboa, a oito dias dos mesmos se iniciarem", dizem os deputados eleitos pela ilha do Faial, Jorge Costa Pereira e Luís Garcia.

"É uma opção estranha, ainda mais quando se tratam de necessidades há muito conhecidas e reivindicadas, e num setor onde a programação e o planeamento feitos com grande antecedência é fundamental", referem os parlamentares.

Num requerimento entregue à Assembleia Legislativa, os social democratas consideram que "o novo modelo de transporte aéreo entre os Açores e o Continente Português devia constituir uma oportunidade também para as ilhas em que não operam as companhias low coast, como o Faial, pois os passageiros podiam beneficiar de reencaminhamentos gratuitos para essas mesmas ilhas".

"Essa possibilidade criou enorme expetativa nos operadores e empresários locais ligados ao turismo, setor onde reinam agora alguma deceção e descontentamento, uma vez que as médias de desempenho estão abaixo do desejável", relatam. 

"Os operadores apontam como principal razão o facto de a SATA Air Açores não garantir voos e lugares que satisfaçam a procura dos muitos potenciais interessados em vir ao Faial. Em muitos casos, acabam por cancelar a viagem por falta de confirmação de lugar na SATA", explicam.

Jorge Costa Pereira e Luís Garcia consideram que "ao vir agora anunciar o reforço dos voos entre Lisboa e a Horta, o presidente da SATA só vem dar razão aos deputados do PSD do Faial e a outras instituições locais, que sempre defenderam a manutenção de, pelo menos, o mesmo número de lugares disponíveis do ano anterior, o que, como se sabe, não aconteceu", esclarecem. 

"Importa agora conhecer e avaliar a forma como a SATA planificou a sua operação de 2015 para se poderem tirar conclusões mais fundamentadas sobre a sua efetiva capacidade para dar uma resposta positiva nas ligações com o Faial. O que não está a acontecer", avançam.

Os deputados solicitaram diversas informações à tutela, nomeadamente sobre o número de voos e de lugares disponibilizados pela SATA entre 2012 e 2015 nas ligações diretas, sem escalas, da Horta com São Miguel, Terceira, Flores e Corvo.

Pedem ainda a relação do número de voos inter-ilhas que permitam ligação com uma escala ou transbordo, sem pernoita, e respetivo número de lugares disponibilizados no mesmo período e entre as várias ilhas do arquipélago e a Horta.

Acerca da SATA e do transporte aéreo

" (,,,) O Governo Regional anunciou que as novas obrigações de serviço público para as ligações aéreas inter-ilhas iriam implicar uma descida média de cerca de 20% nas tarifas dos voos, passando o preço a oscilar entre os 60 e os 120 euros.

Esta é uma medida positiva e que só peca por tardia. Mas, mesmo assim, os preços das passagens inter-ilhas ainda me parecem comparativamente muito altos. Um residente nos Açores, por exemplo, passará a pagar numa ligação Horta-Santa Maria-Horta, 110,98 euros, para percorrer 354 quilómetros. E esse mesmo residente faz Horta-Lisboa-Horta, 1.700 quilómetros, e paga 134,00 euros!!!

3. Andam o Governo Regional e SATA muito silenciosos perante as crescentes denúncias e preocupações de empresários do Turismo das ilhas do Triângulo, que se queixam da incapacidade da SATA em realizar os encaminhamentos gratuitos que o novo modelo de transporte aéreo impõe! E isso pode ser sinal de que os queixosos têm razão e de que este modelo não está a cumprir um dos seus objetivos essenciais: distribuir por outras ilhas os passageiros que as desejem visitar, ampliando pela Região os ganhos da vinda das low-cost. 

Impõe-se que as nossas instituições locais, públicas e empresariais, acompanhem com grande proximidade esta questão….

4.  A continuidade do projeto RISE no Aeroporto da Horta parece ser chão que deu uvas! Passou-se de uma fase inicial de grande disponibilidade e abertura do Conselho de Administração da SATA para assumir a sua continuidade, a um preocupante mutismo e desinteresse. Já questionámos o Governo Regional a aguardemos que os promissores sinais dados se cumpram!"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas
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A morte da variante e o descaramento socialista

" Depois da construção da segunda fase da variante à cidade da Horta ter desaparecido da nova versão da Carta Regional das Obras Públicas muita gente desconfiou que seria a sua morte. Não se enganaram. A confirmação chegou, preto no branco, em resposta a um requerimento dos deputados do PSD eleitos pelo Faial: o Governo Regional diz que “não existem meios disponíveis para levar a cabo a construção da 2ª fase da Variante à cidade da Horta, cujo projeto está concluído”.
Em todas as eleições regionais desde 1996, o PS prometeu este investimento aos Faialenses. Como quase todas as obras públicas no Faial, pelo meio, dividiram a variante em duas fases. Fizeram a primeira, obrigados por terem de encontrar, por questões de segurança, uma alternativa à estrada da Lajinha e que ainda não está concluída, pois falta-lhe a iluminação. Prometeram e adiaram a 2ª fase de legislatura em legislatura e agora decretaram a sua morte. (...)
Tive a oportunidade de apresentar, em nome do Grupo Parlamentar do PSD/Açores, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores um voto de protesto contra esta decisão do Governo Regional. Este voto dava eco a um conjunto de outras manifestações de protesto, igualmente apresentadas pelo PSD, e aprovadas por unanimidade pela Câmara e pela Assembleia Municipal da Horta.
Infelizmente, na Assembleia Regional essa unanimidade foi quebrada pelos deputados socialistas eleitos pelo Faial que, na presença do chefe partidário, optaram, como quase sempre, por ficar ao lado do partido e do governo e contra os interesses do Faial. São, por isso, cúmplices de mais esta machadada no desenvolvimento desta Terra.(...)"
Luís Garcia, in Incentivo.
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Um regabofe

" (...) As revelações feitas nesta crónica exemplificam bem o regabofe que se tem vivido na RTP, usando-se os dinheiros públicos, retirados dos nossos impostos, para sustentar os salários milionários que lá se pagam, as vaidades que se promovem, os equilíbrios políticos que se realizam e as verdadeiras prebendas que são concedidas e que constituem uma ofensa real ao povo deste País, a quem tantos sacrifícios e exigências têm sido exigidos. Que a SIC, a TVI ou qualquer canal privado de Televisão queiram pagar fortunas a quem vai lá debitar opiniões, isso é lá com eles e com o dinheiro que é deles. Agora, num canal do Estado, sustentado com dinheiros públicos, assim proceder, é bem revelador do sentimento de impunidade a que se chegou entre quem ocupa lugares de gestão e de decisão nas empresas públicas, usando sem controlo e sem obrigação de prestar contas os dinheiros dos portugueses. Mas os políticos que se prestam a lá ir dizer umas palavras a troco de mais um generoso cheque são coniventes e colaboracionistas ativos nesta verdadeira imoralidade.
Assim não vamos longe!"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas.
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Isto está que não se aguenta

"Recentemente um conjunto de parceiros sociais subscreveu um manifesto reclamando uma alteração profunda de políticas com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável dos Açores. Um desses parceiros afirmou que “isto está que não se aguenta” e com esta expressão resumiu bem o sentimento que trespassa e fundamenta este “grito de alerta” que foi feito.

Há muitos anos que não se via nada assim. Um conjunto tão alargado de parceiros, com áreas de atuação e interesses muito diferentes, subscreverem um documento desta natureza que diz basicamente que com as atuais políticas e as atuais estratégias não conseguiremos ir a lado nenhum.

Estou profundamente em sintonia com esta constatação."
Luís Garcia, In Incentivo, 02.07.2015
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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Variante à cidade da Horta: Governo esquece compromissos com a cumplicidade dos deputados faialenses do PS

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O PSD/Açores lamentou  que o governo regional tenha decidido não avançar com a segunda fase da construção da variante à cidade da Horta considerando, por isso, que “os faialenses têm andado a ser enganados pelos sucessivos governo regionais socialistas”.

De facto, disse o deputado do PSD/Açores Luis Garcia, que apresentou, em nome dos sociais democratas açorianos, um voto de protesto sobre esta matéria no parlamento regional, a decisão de não avançar com a segunda fase da variante “é inaceitável e de consequências perniciosas dadas as óbvias implicações que tem noutros investimentos públicos, tais como o reordenamento da Frente Mar da cidade da Horta, a construção do novo Quartel dos Bombeiros e o reordenamento do trânsito na cidade”.

Para o deputado do PSD/Açores “é igualmente condenável que o Governo Regional e o PS continuem sem dar qualquer explicação para este desaparecimento”.

Luis Garcia recordou que “não está em causa uma estrada enorme, mas sim uma estrada com menos de dois quilómetros e que é essencial para o desenvolvimento da cidade da Horta”. Além disso, reforçou, “trata-se de um investimento que é prometido desde 1996, há 19 anos, e que foi incluída nos manifestos eleitorais socialistas de 1996, 2000, 2004, 2008, 2012”.

Luís Garcia recordou que este é um assunto que tem merecido “a critica unânime de várias instituições do Faial, como é o caso do Conselho de Ilha, da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal da Horta”.

O deputado do PSD/Açores lamentou, ainda, “que o voto de protesto do PSD/Açores não tenha merecido o apoio dos deputados do PS do Faial, rompendo assim o amplo consenso que se verifica entre todos no Faial quanto à necessidade de proceder a esse investimento”. 

Luis Garcia lamentou, ainda, “a teoria agora desenvolvida pelos socialistas afirmando que a obra não avança por causa do governo da República e das novas regras de financiamento comunitário”. 

“Este é o governo do passa culpas. Para tudo, os socialistas dizem que a culpa é de todos os outros e nunca do próprio Partido Socialista. O PS promete esta obra há quase duas décadas. Só não a construiu porque não quis”.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Continuam a enganar os Faialenses acerca da Variante

Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial acusaram o Governo Regional de "continuar a enganar os faialenses, agora com o desaparecimento, na nova versão da Carta Regional das Obras Públicas (CROP), da construção da segunda fase da variante à cidade da Horta", denunciam Luís Garcia e Jorge Costa Pereira.

"Esta é a mais recente prova que o Governo Regional e o PS continuam, como no passado, a enganar os faialenses. Apesar de ser uma obra sucessivamente prometida desde 1996, a verdade é a segunda fase da variante está por cumprir. A primeira fase decorreu em 2006 e 2007, mas agora a conclusão daquela ligação desapareceu da CROP", criticam.

"Trata-se de uma decisão inaceitável e de consequências graves, dadas as implicações que terá noutros investimentos públicos, como o reordenamento da Frente Mar da cidade da Horta, a construção do novo Quartel dos Bombeiros e o reordenamento do trânsito na cidade", referem os deputados.

Luís Garcia e Jorge Costa Pereira consideram "condenável" que o Governo Regional e o PS continuem "sem dar qualquer explicação para este desaparecimento. Aguardamos há quatro meses - quando o prazo legal é de 60 dias - pela resposta a um requerimento sobre este mesmo investimento. E há mais de seis meses pela resposta a outro requerimento sobre o cumprimento da CROP no Faial", recordam.

"Na anterior versão da CROP, estes dois investimentos estavam previstos para o primeiro semestre de 2015. Agora desapareceram e nada se sabe sobre o seu futuro", acrescentam.

"Também em falta está a reabilitação da E.R. 2-2ª, Ramal Caldeira – Ribeira Funda, uma estrada interior da ilha com enorme interesse turístico e de grande apoio à agropecuária, que há muito exige uma intervenção", dizem os social democratas. 

"Esta governação do PS simplesmente não cumpre aquilo que promete. Nem cumpre as suas responsabilidades de responder ao Parlamento dos Açores. São claros os tiques do absolutismo impune de quem se perpetua no poder há quase 20 anos", lamentam Luís Garcia e Jorge Costa Pereira.

"É o que temos, enquanto os eleitores faialenses quiserem continuar a tolerar esta completa falta de respeito e consideração", concluem.



domingo, 21 de junho de 2015

Incoerências

" As respostas sociais no domínio do apoio aos idosos no Faial têm ainda muitas lacunas, sobretudo, ao nível do apoio ao domicílio. Para colmatar esta necessidade o Governo Regional tem dois caminhos: reforçar a capacidade das IPSS que atualmente prestam esse serviço ou abrir caminho para a entrada de novos parceiros, nomeadamente os privados já instalados. Mas, lamentavelmente, o Governo não faz nem uma coisa nem outra.(...)

Deste desabafo depreende-se que este projeto foi consertado com as necessidades diagnosticadas pelos próprios serviços da ação social, que foi apoiado e incentivado e que esta empresa foi licenciada pelo Governo. Sabe-se igualmente que neste percurso o Governo suspendeu as candidaturas ao “Programa de Apoio à Iniciativa Privada dos Açores” que dava o enquadramento legal para estabelecer este tipo de parcerias, coartando as expetativas desta e provavelmente de outras iniciativas.

E tudo isto acontece com um Governo que enche os discursos com grandes preocupações sociais, com incentivos aos empreendedores e ao estabelecimento de parcerias e, incoerentemente, a sua prática contradiz tudo isso!"
Luís Garcia, in Incentivo, 16.06.2015
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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Estamos bem nos Açores?

" (...) O relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Marítimos sobre o acidente que provocou uma vítima mortal no porto de S. Roque do Pico é claro ao identificar, como uma das causas do colapso de um dos cabeços de amarração, o facto de eles não serem alvo de manutenção há, pelo menos, 30 anos!

O que mais espanta e revolta o cidadão comum é que, perante este facto, tudo se encaminha para que ninguém assuma qualquer responsabilidade por esta grave falha. 

A partir de agora é lícito concluir que nos Açores deixamos de precisar de gestores e de responsáveis políticos: a manutenção das infraestruturas públicas faz-se por modo próprio das mesmas…e são elas que decidem, por si próprias, realizá-la!!!

Estamos, também nisto, bem nos Açores?"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 12.06.2014.
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SATA deve dizer se mantém o Projeto RISE no Aeroporto da Horta

O PSD/Açores questionou o Governo Regional no sentido de saber se a SATA vai garantir "a continuidade do projeto RISE no Aeroporto da Horta", isto considerando que "a recente decisão da TAP de deixar de voar para a Horta poderia colocar em risco a implementação daquele projeto pioneiro", disse o deputado Luís Garcia.

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, os deputados faialenses eleitos pelo PSD/Açores, querem saber se o Governo Regional e a SATA "entendem que a participação no Projeto RISE é uma mais-valia, que importa aproveitar", explica, referindo que "a sua interrupção seria altamente penalizadora para as melhorias que se esperam em resultado da implementação dos novos procedimentos aeronáuticos".

O Projeto RISE (RNP Implementation Synchronized in Europe) testa um novo sistema de navegação na Europa, procurando melhorar a aproximação das aeronaves à pista. Visa também diminuir os cancelamentos por falta de visibilidade e o consumo de combustível nas fases de aproximação e aterragem, reduzindo assim o impacto ambiental.

Na Europa, foram selecionados para ensaios aeroportos em França, Chipre, Grécia e Portugal, onde há uma parceria com a TAP e em que a escolha recaiu sobre a Horta e o Funchal, dois aeroportos de pequena e média dimensão que não têm a tecnologia de aproximação ILS. Há a perspetiva de que se realizem cerca de 20 voos teste em cada um deles. 

O deputado Luís Garcia lembra que a SATA "tem tido um estatuto de observador nas reuniões de implementação do Projeto RISE em Portugal, e, por isso, poderá ser o parceiro natural a substituir a TAP na implementação do mesmo no Aeroporto da Horta", adianta.

"E essa tem sido uma preocupação unânime das forças vivas do Faial, ou seja a salvaguarda da continuação do projeto RISE no Aeroporto da Horta. Pelo que entendemos que o governo açoriano, acionista maioritário da SATA deve explicar se há essa abertura, e em que ponto está a situação", refere.

"Importa conhecer os passos que foram dados para garantir um objetivo que já lhes foi apresentado, à tutela e à empresa, em sucessivos documentos, pelas principais instituições representativas da ilha do Faial", concluiu Luís Garcia.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

A distância entre os anúncios e os resultados

" (...) Temos, portanto, um governo do melhor que há para fazer anúncios pomposos e para cortar fitas; mas, infelizmente, do pior quando se trata de assumir a responsabilidade pela falta de resultados ou pelos maus resultados. Este é um bom exemplo disso. Mas não é, infelizmente, exemplo único.

Há muitos anos o Governo anunciou pomposamente uma experiência piloto na ilha do Faial no âmbito do emparcelamento agrícola que não teve resultados e a culpa claro que foi também atribuída aos agricultores. Anunciaram também um programa para transformar a produção agropecuária no Faial em modo biológico. E os resultados? Nada de palpável, e sempre sem qualquer culpa do Governo.

A distância entre muitos anúncios e os resultados desta governação dos Açores tende, a cada ano que passa, em boa e rigorosa verdade matemática, para infinito."
Luís Garcia, in Incentivo, 04.06.2015
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Explicações para problemas de operação no novo cais da Horta

O PSD/Açores pediu um conjunto de esclarecimentos sobre os problemas que se têm verificado no novo cais do Porto da Horta e que têm levado ao cancelamento na operação de diversos navios de cruzeiro.

Num requerimento entregue no Parlamento açoriano, assinado pelos deputados do PSD/Açores Luís Garcia e Costa Pereira, recordam que desde o início da construção do novo cais se admitiu que o novo cais poderia ver a sua operacionalidade muito reduzida pela deposição de areias e que na altura “”o governo regional assumiu o compromisso de avaliar periodicamente a situação e realizar as dragagens sempre que necessário, de modo a manter a plena operacionalidade do cais aos navios de cruzeiros”.

Ora o que se verifica é que “vários navios de cruzeiro que teriam calado para operar no novo cais acabassem por não o fazer”, constatam os deputados do PSD/Açores.

“Impõe-se, por isso, saber qual o acompanhamento que tem sido feito ao assoreamento que se previa acontecer no novo cais”, referem os deputados sociais-democratas açorianos considerando que “é sempre alvo de admiração constatar como foi possível fazer uma obra que custou mais de 40 milhões na bela baía da Horta e muitos dos navios de cruzeiros que nos procuram não poderem lá atracar”.

Os deputados do PSD/Açores eleitos pela ilha do Faial pedem, assim, ao governo regional informações acerca dos navios de cruzeiro que passaram pela Horta depois da inauguração do novo cais do porto, nomeadamente o nome, calado, número de passageiros, data da operação e indicação de ter acostado no novo molhe ou não e, em caso negativo, qual a razão para não o ter feito.

Solicita-se, ainda, a “indicação, relativamente ao período compreendido entre agosto de 2014 e junho de 2015 dos nomes dos navios de cruzeiro que estavam previstos escalar a Horta e que cancelaram a passagem por este porto e das razões para esses cancelamentos”.

Por fim, pede-se ainda ao governo que explique, se “desde a inauguração até à presente data já foram feitas avaliações ao assoreamento no novo cais? Quantas?” e quais “as conclusões a que se chegaram sobre a evolução do assoreamento”.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Perplexidades

" (...) Esses cortes também se verificaram no investimento previsto para o Faial. Por exemplo, cortaram-se 50 mil euros no apoio à tripolaridade da Universidade dos Açores. O Museu dos Cabos Submarinos viu a sua dotação reduzida de 50 mil euros para cerca de 19 mil euros; a recuperação das igrejas do Carmo e de S. Francisco foi cortada de 5 mil euros para 100 euros e as obras no Museu da Horta foram reduzidas de cerca de 24 mil euros para 500 euros!(..)

O que para mim é uma perplexidade é que, enquanto se cortaram verbas um pouco por todas as ilhas, na alteração ao Orçamento para 2015, há, porém, reforços enigmáticos, mas cheios de significado. Um deles é atribuição de mais 672 mil euros para o Centro de Artes Contemporâneas da Ribeira Grande, um verdadeiro elefante branco criado pela vaidade de uns quantos e que será (já é!) um sorvedouro de dinheiros públicos. Esse Centro, ainda nestes dias, em profusa publicidade nalguns órgãos de comunicação social da Região, para “comemorar” (?) a abertura da sua primeira exposição, trouxe de Lisboa fadistas e ofereceu concertos grátis, certamente para daqui a seis meses haver uma conferencia de imprensa de alguém do governo a dizer que o dito cujo é um sucesso e já foi visitado por milhares de pessoas…(...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 29.05.2014.
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Democracia de fachada

" ...tudo isto aconteceu numa altura em que a nível nacional os telejornais das televisões e os jornais se enchiam, e bem, com denúncias e protestos contra atentados à liberdade de imprensa motivados por uma iniciativa de alguns partidos políticos sobre a lei de cobertura das campanhas eleitorais e sobre uma mensagem que António Costa, Secretário-geral do PS, enviou a um jornalista a tentar condicioná-lo.(...)
Estes dois exemplos reforçam, mais uma vez, que a democracia mais do que ser apregoada precisa de ser vivida e praticada. Desconfio sempre dos autointitulados democratas que todos os dias proclamam a democracia mas que geralmente por detrás desta carapuça escondem uma dupla personalidade e uma vontade incomensurável de tudo e de todos querer controlar. São uns democratas de fachada!
E só o povo pode corrigir estas coisas!"
Luis Garcia, in Incentivo, 19.05.2015
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quarta-feira, 20 de maio de 2015

A Ética do Exemplo

" (...) Salvo pontuais e honrosas exceções, só com uma comunicação social alheada, dependente, conivente e colaborante por omissão, é que tem sido possível passarem-se coisas nos Açores que em qualquer outro lugar do mundo civilizado seriam denunciadas como escandalosas e mereceriam a mais contundente censura pública. Lembremo-nos, só como exemplo, as imagens de Vasco Cordeiro, Sérgio Ávila e, aqui na Horta, de José Leonardo, quais réplicas de Hugo Chávez, perante plateias de desempregados, convocados por eles, para servirem de palco à mais das censuráveis formas de propaganda: a que usa as pessoas, fragilizadas pelo desemprego, e cruelmente as expõe aos holofotes das televisões e da restante comunicação social, num espetáculo verdadeiramente terceiro-mundista e degradante. (...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 11.05.2015
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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Um mau serviço ao Faial

" (...) A pergunta impõe-se: o que levou o PS a mudar a sua posição? Os problemas estão resolvidos? Não. Pelo contrário, entre a data da reunião do Conselho de Ilha e a da Assembleia Municipal confirmaram-se os piores receios e expetativas sobre este novo modelo para o Faial e sobre a capacidade da SATA para responder a estes novos desafios.

Então, o que mudou?

Estou certo que apenas uma coisa mudou: o Governo Regional e o PS/Açores não devem ter gostado das reações do PS do Faial e, vai daí, mandaram recados à navegação para que o discurso e a atuação se acomodassem.

E, como quase sempre, os socialistas de cá, entre defender o Faial ou o PS optaram, mais uma vez, por defender o Partido!

Infelizmente, prestaram um mau serviço ao Faial! “Simplesmente lamentável”, como comentou nas redes sociais o Eng. Martins Goulart, ex-líder do PS/Açores."
Luís Garcia, in Incentivo, 12.05.2015
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terça-feira, 5 de maio de 2015

É o que temos!

" (...) Conclusão: a SATA oferece para 2015, menos 1.980 lugares do que aqueles que tínhamos no ano passado, número que só peca por defeito, pois a comparação com os voos de 2014 foi feita, como expliquei, com a lotação do A-319 e muitas vezes era o A-320 que fazia a ligação! 

Façamos agora outra comparação: a dos meses de julho e agosto, a chamada época alta do nosso turismo. Em 2014, a TAP e SATA ofereciam 124 voos, o que dava uma oferta de 32.736 lugares. Em 2015, a SATA oferece 88 voos, o que significa uma oferta de 29.040 lugares.

Conclusão: a SATA oferece em julho e agosto para a Horta menos 3.696 lugares do que aqueles que havia em 2014, número que só peca por defeito.

Face a estes números, questiono-me como pode um responsável político, numa reunião com empresários do ramo e que conhecem a realidade como mais ninguém, dizer e repetir tamanha enormidade e não ser confrontado com a falsidade dos números?

A mentira e a mistificação, na política como na vida, têm sempre perna curta e depressa se descobrem.(...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 01.05.2014.
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terça-feira, 28 de abril de 2015

Exemplos: bons e maus

" (...) Participei na cerimónia que assinalou o primeiro aniversário do Movimento de Pais pela Inclusão e nela tomei conhecimento que neste ano aconteceram avanços neste domínio. Houve barreiras que foram derrubadas e portas que se abriram. Há aparentemente mais recursos e uma maior disponibilidade de alguns atores neste processo de acompanhamento e inclusão de crianças com necessidades especiais. Tomei igualmente conhecimento que neste mês iniciará o seu trabalho no Faial o Centro de Desenvolvimento Infanto-juvenil dos Açores.

É verdade que, tal como foi referido naquela cerimónia, estamos a iniciar um caminho que é longo, difícil e permanente mas recordo-me da insensibilidade e das portas que estavam fechadas há um ano. Estes pais provaram que com persistência, organização, trabalho e união é possível ultrapassar obstáculos e atingirem-se resultados.

Parabéns ao Movimento de Pais pela Inclusão e à APADIF que os soube acolher e ajudar e faço votos que o seu exemplo sirva para tantos que nesta Terra tendem a conformar-se e a baixar os braços perante a primeira dificuldade.(...)"
Luís Garcia, in Incentivo, 24.04.2015
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ESTRANHA PRIORIDADE


" (...) Por isso, é uma indignidade, uma afronta e uma desumanidade vermos um governo que não hesita em gastar milhões em projetos supérfluos e não prioritários como a Casa da Autonomia ou o Centro de Artes Contemporâneas e que assume, ao mesmo tempo, um impiedoso, injusto e cego corte como aquele que está a realizar na área da Saúde, sabendo, como sabe, da atual incapacidade genérica do setor público em ter respostas atempadas a todas as necessidades.

Que estranha prioridade esta que penaliza a saúde de quem menos tem e de quem menos pode, e que protege incompreensivelmente o esbanjamento dos dinheiros públicos em investimentos de utilidade mais do que duvidosa!"

Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 17.04.2015.
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PSD/Açores defende licenciatura em Ciências do Mar no DOP

O PSD/Açores defendeu que a licenciatura em Ciências do Mar "deve ser criada no Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores (UAç), na Horta", votando favoravelmente um voto de protesto pela sedeação daquela licenciatura em Ponta Delgada.

Intervindo no plenário da Assembleia Legislativa, o deputado Luís Garcia afirmou que "a aposta no mar deve ser alicerçada no conhecimento científico e na qualificação de recursos humanos, visando as novas profissões ligadas ao mar".

"Nesse contexto", o social democrata entende que "o DOP deve ter um papel decisivo para a geração de riqueza e de emprego, se for devidamente aproveitado o seu potencial formativo na transformação de conhecimento em economia", considerou.

Luís Garcia disse que esta é "uma reivindicação da ilha do Faial, que ainda recentemente levou a deliberações unânimes da Assembleia Municipal da Horta, discordantes da decisão e da orientação da reitoria da UAç, a quem aquele departamento já apresentou por diversas vezes a sua vontade de ter no Faial a licenciatura em Ciências do Mar", lembrou.

Segundo o deputado, "e para além de ser absolutamente natural que uma licenciatura desta natureza se desenvolva no DOP, a mesma seria igualmente um contributo para o desenvolvimento e a coesão regional", frisou.

"Aliás, como já escreveu o reitor da UAç, Avelino Meneses, a organização multipolar da nossa academia é um modelo obrigatório e justo, e o que melhor garante a harmonia do desenvolvimento regional. A decisão da UAç contraria os propósitos e os objetivos dessa mesma organização", concluiu Luís Garcia.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

A reestruturação da Cruz Vermelha e a Delegação do Faial

Na sequência das notícias sobre a restruturação em curso na Cruz Vermelha Portuguesa nos Açores, que parece irá afetar a Delegação da Ilha do Faial, os deputados do PSD eleitos pelo Faial dirigiram ao responsável máximo da Cruz Vermelha em Portugal, a carta que se transcreve:


Assunto: Reestruturação da Cruz Vermelha nos Açores


Os deputados regionais do PSD, eleitos pelo círculo eleitoral do Faial, tomaram conhecimento, pelos órgãos de comunicação social, de estar em curso um processo de reestruturação da Cruz Vermelha Portuguesa nos Açores que tem, aparentemente, como objetivo principal a criação de três Centros Humanitários, nomeadamente na ilha de São Miguel, na ilha Terceira e um no Canal, que ficará, segundo o que foi tornado público, sediado na ilha do Pico e irá servir o grupo de ilhas do Triângulo, no qual se inclui o Faial.

Tal notícia causou enorme surpresa e desagrado na população da ilha do Faial atendendo, por um lado, ao histórico da presença e da atividade da Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa na ilha do Faial, aparentemente desconsiderado neste processo de reestruturação e, por outro, ao total desconhecimento dos objetivos desse processo.

 A Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa na ilha do Faial foi criada em 1942 merecendo pela sua ação meritória o reconhecimento e o carinho da população faialense. Esse histórico deve ser respeitado e devia constituir uma mais-valia para o futuro da Cruz Vermelha na ilha do Faial e no Triângulo, se esse é objetivo da Instituição.

Nesse contexto, damos eco ao sentimento da população do Faial que considera que é absolutamente surpreendente e até injusta a retirada da Cruz Vermelha desta ilha.

Ao mesmo tempo que, em nome de quem nos elegeu, lhe testemunhamos a nossa surpresa e o nosso desagrado por esta situação, solicitamos a melhor e mais detalhada informação sobre os objetivos deste processo de reestruturação da Cruz Vermelha nos Açores e sobre os critérios que determinaram a decisão de localização do Centro Humanitário do Canal fora do Faial sem se ter em conta o passado e a presença dessa Instituição nesta ilha.

Antecipadamente gratos pela atenção que o assunto possa merecer a V. Exa. apresentamos os nossos respeitosos cumprimentos;