sexta-feira, 30 de março de 2012

O colapso de um modelo

"(...) Outro indicador que dá bem nota que a governação dos Açores é parte do problema e não da solução é o que se passa com a evolução do turismo nos Açores. O ano de 2011 terminou com uma diminuição no número de dormidas na hotelaria quando a nível nacional esse indicador cresceu 5,9%. Quando falamos dos proveitos deste setor o cenário ainda piora. Pelo quarto ano consecutivo as receitas decresceram. Entre 2010 e 2011 a quebra de receitas da hotelaria foi de 4,2% enquanto a nível nacional houve um aumento de 5,7%. Acresce que no Faial alguns destes indicadores ainda são mais negativos do que a média da Região.

Esta evolução negativa do turismo nos Açores pode ser só explicada com a crise? Claro que não! Se fosse essa a única razão o turismo também teria uma evolução negativa a nível nacional e isso não acontece. O turismo nos Açores não evoluiu e não está a contribuir, como seria expetável, para o nosso desenvolvimento. Pelo contrário, o turismo regrediu para os níveis dos anos de 2004/2005. Estamos a andar para trás. Aqui também há sinais claros de colapso. Não é um problema de conjuntura, é um problema de modelo. É um problema de políticas desajustadas.(...)"
Luís Garcia, In Incentivo, 28.03.2012
Ler artigo completo aqui

quinta-feira, 29 de março de 2012

Esclarecimento

Na sequência do Esclarecimento da Secretaria Regional da Agricultura e Pescas, acerca da forma como foram tratados os funcionários da CALF em serviço no SERCLA, entendem os Deputados Jorge Costa Pereira e Luís Garcia esclarecer o seguinte:

No passado dia 26 de Março, o PSD dirigiu ao Governo Regional dos Açores um requerimento solicitando um conjunto de esclarecimentos sobre o processo de integração de funcionários da CALF no IAMA, nomeadamente no Serviço de Classificação de Leite.

Ontem a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas emitiu, através do GACs, um esclarecimento que, nada esclarecendo, opta, como já é hábito, por recorrer a uma linguagem imprópria e institucionalmente condenável, qualificando os signatários de ignorantes e de agirem com “má-fé”.

Mas como esta postura já se tornou uma lamentável prática deste governo, vamos adiante e aos factos:

1 – Afirma o Governo que é falso que a classificação de leite antes de 2002, no Faial, fosse efetuada pela CALF. Ora tal afirmação não corresponde à verdade. Muito antes de 2002 a classificação de leite no Faial era efetuada pela CALF. E não faltam provas nem testemunhos deste fato.

2 – Refere o Governo que não houve qualquer acordo de transferência de funcionários da CALF para o IAMA. Tal não é verdade. Houve um acordo verbal, fundado na boa-fé, entre o IAMA, a CALF e os funcionários que visava a sua posterior integração. E o que é grave é que o Governo sabe que foi isto que aconteceu. Como o sabem os responsáveis do IAMA e do SERCLA. Como o sabem os funcionários que receberam garantias que com esta transferência mantinham as suas condições remuneratórias. Como o sabem os responsáveis da CALF que participaram neste acordo e aceitaram continuar a garantir a remuneração dos funcionários em causa, apesar de não prestarem serviço naquela Cooperativa. Desafiamos o Governo Regional a dizer, olhos nos olhos, aos trabalhadores em causa e aos restantes intervenientes que não havia acordo nenhum.

3 – Refere o Governo que durante este período não teve o “IAMA qualquer interferência nas relações de trabalho da CALF com os seus funcionários”. É verdade que os funcionários em causa durante esses 10 anos foram remunerados pela CALF. Mas também é verdade que da CALF só recebiam a remuneração. Tudo o resto, chefias, orientações e horários, eram os estabelecidos pelo SERCLA. Na prática aqueles funcionários trabalhavam para o SERCLA, estavam sob as ordens e a orientação das chefias do SERCLA, e recebiam o seu vencimento através da CALF.

4 – A verdade é só uma: o Governo assumiu um compromisso e não cumpriu. Durante 10 anos! Só volvida uma década é que o Governo, de consciência pesada, tarde e a más horas, resolveu regularizar a situação e, para isso, como reconhece, abriu um concurso, a que concorreram 13 candidatos! Curiosamente, ou talvez não, as vagas eram duas e nelas ficaram colocados os dois funcionários em causa!

5 – A verdade é que este Governo velho, que pensa que é dono de tudo e de todos, defraudou as expetativas que ele próprio criou junto destes funcionários. Levou 10 anos a regularizar uma situação que ele próprio criou e tem a suprema desfaçatez de invocar a legislação atual para se justificar.

6- A verdade que este Governo quer ocultar é só uma: ao levar 10 anos para regularizar a situação destes funcionários prejudicou-os na sua vida profissional, pessoal e familiar. Quase no final da sua vida de trabalho de mais de 30 anos, este Governo, com a sua omissão e demora, provocou aos funcionários em causa a redução da sua remuneração em cerca de 30%, pois auferiam 700 euros mensais e, agora integrados, passaram a receber 485 euros.
E isto não se faz a ninguém!
E isto, sim, é que é agir com má-fé!

Horta, 28 de Março de 2012
Os deputados

Jorge Costa Pereira
Luís Garcia

Governo prejudica funcionários do Faial

Os deputados do PSD eleitos pelo Faial, Jorge Costa Pereira e Luís Garcia, denunciaram “a injustiça da integração de trabalhadores da Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial (CALF) nos Serviços de Classificação de Leite (SERCLA), através do Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas (IAMA) pois, durante cerca de dez anos, foram penalizados na sua situação profissional.

Exige-se ao governo regional uma explicação do processo”, disse o deputado Luís Garcia. “Em Janeiro de 2002, o IAMA assumiu o serviço de classificação de leite que, até então, era efetuado no Faial pela Cooperativa, sendo que nessas negociações para a transferência do serviço, foram envolvidos funcionários da CALF afetos à classificação de leite”, explicou o social-democrata, num requerimento enviado à Assembleia Legislativa.

“O acordo para a transferência daqueles funcionários foi fundado no princípio da boa-fé, e de que não seriam prejudicados com a alteração da sua entidade patronal pois, nesse entendimento, não iriam perder qualquer direito em termos remuneratórios e de antiguidade. A concordância a essas condições foi dada pelo governo regional”, adiantou.

“Mas os anos foram passando e o governo, através do IAMA, nunca regularizou a situação dos funcionários que, de 2002 a 2011, prestaram serviço para o SERCLA renumerados pela CALF.

Apenas em junho do ano passado abriu um concurso para regularizar a sua situação, findo o qual os funcionários foram confrontados com a necessidade concordarem com uma posição remuneratória – Nível 1 - que contrariava o verbalmente acordado e as suas expetativas”, explicou Luís Garcia. O PSD quer agora saber porque demorou dez anos a regularizar a situação daqueles funcionários”, argumenta Luís Garcia, frisando que “os funcionários, com mais de 30 anos de serviço, auferiam cerca de 700 euros. E agora, com a posição remuneratória atribuída pelo governo, passaram a receber cerca de 485 euros”, explica.

terça-feira, 20 de março de 2012

O Teatro Micaelense como exemplo

"... o Teatro Micaelense tem apresentado um cartaz de espectáculos de grande luxo e qualidade: coros, orquestras, companhias de bailado, de teatro, de ópera, exposições internacionais e muitos dos mais sonantes nomes do mundo musical nacional e internacional por lá já passaram.

Os últimos dados públicos da Conta de Gerência do Teatro Micaelense – Centro Cultural e de Congressos, relativos a 2010, são os seguintes: a) foram realizados nesse ano 130 eventos; b) estiveram presentes 23.185 espectadores; c) a conclusão é que o Teatro Micaelense teve, em 2010, uma média de 178 espectadores por espetáculo, para uma sala que tem uma lotação de 738; ou seja, a média de espectadores por evento equivaleu a 24% da sua capacidade; d) Os custos de exploração foram nesse ano de 2 milhões e 250 mil euros; e) Os proveitos foram de 1 milhão e 994 mil euros; f) O resultado da exploração foi, portanto, negativo no valor de 255 mil euros; g) Em 2010, o total do passivo do Teatro Micaelense era de 1 milhão e 400 mil euros e havia recebido subsídios do Governo Regional no valor de 1 milhão e 150 mil euros; h) Resta acrescentar que o Teatro Micaelense tem 18 funcionários, em 2010 as despesas com pessoal totalizaram 428 mil euros e no Orçamento aprovado para 2011, havia uma previsão de um deficit de exploração de 360 mil euros.

A questão que se coloca é muito simples: esta sociedade pública regional denominada “Teatro Micaelense SA” tem contribuído para o desenvolvimento cultural das várias ilhas dos Açores? Tem promovido espectáculos e actividades culturais nas várias ilhas dos Açores? Tem patrocinado e rentabilizado a apresentação em outras ilhas dos Açores do magnífico cartaz que tem trazido a S. Miguel? (...)".

Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 16.03.2012.
Ler artigo completo aqui.

Areia para os nossos olhos

"O atual Presidente do Governo Regional declarou no passado dia 16 de Janeiro, na cidade da Horta, que “o mar deve ser a grande prioridade da governação regional nos próximos anos”.

Na passada semana a Deputada à Assembleia da República, Lídia Bulcão, após uma reunião com o Pró-reitor da Universidade dos Açores para a integração dos assuntos do mar, confrontada pelos jornalistas sobre aquelas declarações achou “curioso que, depois de 16 anos no governo de uma Região composta por nove ilhas, rodeada por uma imensa zona exclusiva, só agora é que comece a despertar para o mar”.

Transcrevo as duas declarações para as contextualizar e para que percebamos que Lídia Bulcão mais não fez do que retirar uma óbvia conclusão da afirmação de César: que esta prioridade que aparentemente agora defende para o mar já devia ter orientado a sua atuação durante estes 16 anos que leva de governação. Fiquei, por isso, perplexo com as inúmeras reações - políticas e não só - que as declarações de Lídia Bulcão despoletaram.(...)

Luís Garcia, in Incentivo, 14.03.2012.
Ler artigo completo aqui.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sinais do fim de ciclo

" (...) Mas o maior exemplo desta absoluta desconformidade com a realidade foi dado há dias pelo próprio Carlos César. Referindo-se à reforma administrativa do poder local, o Presidente do Governo disse que “…não há freguesias a mais; pode é haver remunerações a mais nos gestores de freguesia”. E Carlos César concretizou: “O problema hoje no País é poupar; se queremos poupar, há remunerações do Presidente de Junta, do Secretário e senhas de presença que podem ser dispensáveis…”.

Para avaliarmos bem a dimensão das afirmações atrás reproduzidas, esclareça-se então quanto recebem aqueles autarcas de freguesia. Sendo que nos Açores a esmagadora maioria exerce os cargos em tempo parcial, temos que o Presidente de Junta recebe mensalmente uma gratificação de 274,77 euros; o Secretário e o Tesoureiro recebem 219,82 euros.

A prova de que este ciclo político está no fim é a de que é o próprio Carlos César que mostra estar a perder o contato com a realidade. Então acha ele que a poupança do Estado está nas gratificações dos autarcas de Freguesia? E se, em vez disso, o próprio Carlos César começasse por poupar no seu Gabinete?(...)"

Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 02.03.2012
Ler artigo completo aqui.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A situação económica e social do Faial

O PSD/Açores solicitou ao governo regional que apresente as estatísticas oficiais sobre o desemprego e o Rendimento Social de Inserção no Faial, alegando que é “unânime” entre as forças vivas da ilha a dificuldade no acesso a esses dados.

Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, os deputados social-democratas Jorge Costa Pereira e Luís Garcia salientaram que, segundo várias instituições de solidariedade social, “é crescente e assustador o número de pessoas e famílias que procuram ajuda”.

Para os parlamentares do PSD/Açores, os relatos dessas instituições “reforçam a nossa preocupação e a urgência de se conhecer, com mais minúcia, a realidade da situação sócio-económica a níveis mais específicos como o da realidade ilha”.

“Na última reunião do conselho de ilha do Faial foi unânime a dificuldade sentida em aceder a estatísticas oficiais em muitas áreas económico-sociais, sobretudo na dimensão de ilha”, acrescentaram os deputados social-democratas Costa Pereira e Luís Garcia.

Política com seriedade

" Definitivamente estamos em ano de eleições. A postura do PS assim o comprova. Como em todos os anos eleitorais a estratégia é sempre a mesma: agora é que vai ser. Tudo o que prometeram e não fizeram nestes 16 anos de governação com os milhões da União Europeia que tiveram disponíveis, agora, mesmo em período de maior escassez de recursos, é que vai ser feito. E vai daí com o maior descaramento e desligados da realidade que nos rodeia, desdobram-se em promessas e mais promessas para, como sempre, esquecerem logo no dia a seguir às eleições. Espero sinceramente que já ninguém acredite nisto.(...)"

Luís Garcia, in Incentivo, 29.02.2012
Ler artigo completo aqui