terça-feira, 20 de outubro de 2015

A maior coleção do Vulcão dos Capelinhos está fora do Faial?

O PSD/Açores questionou o Governo Regional sobre o facto de "a maior e mais representativa coleção sobre o Vulcão dos Capelinhos estar em São Miguel, concretamente na Lagoa, onde é uma das grandes atrações do Observatório Vulcanológico dos Açores, como referiu recentemente o Vulcanólogo Victor Hugo Forjaz", diz o deputado Luís Garcia.

Assim, e num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, os parlamentares social democratas eleitos pelo Faial, Luís Garcia e Jorge Costa Pereira, pretendem que a tutela confirme "a dimensão dessa coleção, explicando as razões para que a mesma não esteja no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos".

Os deputados baseiam as suas dúvidas na afirmação de Victor Hugo Forjaz, e lembram uma reportagem, publicada no Jornal "Correio dos Açores", no dia do 58º aniversário da erupção do Vulcão dos Capelinhos, onde se explica "que há cerca de dois anos, a Direção Regional da Ciência patrocinou a construção de umas prateleiras bonitas no Observatório Vulcanológico, e a coleção do Vulcão dos Capelinhos ficou na Lagoa, não estando no Centro Interpretativo, no Faial, porque não foi manifestado esse interesse e foi tudo para São Miguel", cita Luís Garcia.

O social democrata considera que "tudo isto causa estranheza junto dos faialenses, pois seria natural e expetável que, após o investimento estratégico realizado no Centro Interpretativo do Vulcão dos Capelinhos, uma coleção daquela natureza lá estivesse presente", explica.

E acrescenta que "também é sintomático que, até hoje, o Governo Regional, que é sempre tão célere em esclarecimentos, nada tenha dito sobre o seu envolvimento na referida operação, conforme indicia a notícia".

"Queremos que o Governo Regional esclareça se não seria natural que aquela coleção estivesse no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, se efetivamente houve falta de interesse em que isso acontecesse, e se está disponível para apoiar o regresso da mesma ao Faial, colocando-a naquela estrutura", conclui Luís Garcia.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A SATA serve a quem e a que estratégia?

A SATA fintou os Faialenses. Depois de apresentar um horário de inverno impensável, que consagrava ao sábado e domingo apenas um voo diário para esta ilha, por sinal sempre de manhã, aquela companhia, na passada 6.ª feira, apresentava, nos seus horários mais um voo para a Horta, ao domingo ao final da tarde. Assim, passaríamos a ter um voo aos sábados de manhã e dois voos ao domingo: um de manhã e outro ao final da tarde.

Mas, na 2.ª feira, dia 12, nova alteração era feita no horário da SATA ao fim de semana para o Faial: o voo da manhã de domingo desapareceu e resta outra vez um só voo, agora ao final do dia. Voltámos, portanto, a ter para o Faial um voo ao sábado de manhã e outro ao domingo, agora ao fim do dia. Por isso, este novo horário continua a constituir um grave e inaudito retrocesso por comparação com o do ano anterior, em que tínhamos três ligações em cada um dos dias ao fim de semana.

Com estes horários, a SATA anda a contraciclo do esperado crescimento na procura em resultado da entrada do novo modelo de transporte aéreo e inibe, por drástica restrição na oferta, a vinda de potenciais interessados a esta ilha. E, tão grave como isso, limita a acessibilidade dos doentes das Flores ao Hospital da Horta, na medida em que retira ao Faial as ligações com as Flores nestes dias e transfere-as para a Terceira. É bem questão para perguntarmos: a SATA serve quem?

E as dúvidas avolumam-se ainda mais quando vemos que a SATA que corta voos no Faial, é a mesma que se apressou recentemente a satisfazer (e bem!) os Picoenses, aumentando os seus voos ao domingo para dois e levando a que a Fonte Travel / Triangle, anunciasse que os “novos horários Ponta Delgada-Pico e Pico-Ponta Delgada permitem viajar sexta-feira ao final da tarde e regressar ao ponto de partida também ao final da tarde de domingo, otimizando o tempo de visita e estadia”. Este “novo horário de domingo Ponta Delgada/Ilhas do Triângulo (aeroporto do Pico) permite a ligação com o voo proveniente de Frankfurt, isto é, a partir de agora é possível viajar entre Frankfurt e o Triângulo, fazendo escala em Ponta Delgada”, adianta aquela agência.

Depois da excelente notícia que foi, na passada semana, o anúncio da Tui em realizar voos “charter”, incluindo o Pico, manifestando, assim, abertura a um mercado que todos queremos que se afirme no contexto da Região, é caso para aqui no Faial empresários e Autarquia dizerem urgentemente à população o que têm andado a fazer nesta matéria e o que têm a dizer sobre as opções e a estratégia da SATA. É que, neste caso, cada vez mais, o que parece é!

E o que é, é que, literalmente e com a conivência silenciosa de muitos, o Faial está…a ver passar aviões!"
Jorge Costa Pereira
in Tribuna das Ilhas

A estratégia de uns e a apatia de outros

" O Faial tem assistido a um verdadeiro retrocesso nas acessibilidades aéreas. Começou pelo abandono inesperado e incompreensível da TAP. A SATA Internacional, que substituiu a TAP nesta rota, não foi capaz de disponibilizar um número de lugares que respondesse satisfatoriamente à necessária mobilidade de quem aqui vive e ao aumento do número de turistas.

Acresceu a todos estes constrangimentos a falta de lugares nos voos inter-ilhas. E como se não bastasse, agora são os horários de inverno ao fim-de-semana que atrofiam por completo a nossa mobilidade. Reduzir o número de voos inter-ilhas, de e para o Faial, ao sábado e ao domingo, a um por dia é um retrocesso absolutamente impensável e inaceitável, com a agravante desse voo ser de manhã e de se utilizar o avião mais pequeno num dos dias.

Para além disso, esta redução de voos é absolutamente contraditória com as expetativas criadas com o dito novo modelo de transportes aéreos. Dizem-nos que vamos receber mais turistas tirando partido dos reencaminhamentos gratuitos fruto desse modelo e depois reduzem-nos o número de voos. Alguém entende isto?

Confrontado com esta contestação do Faial o Secretário Regional do Turismo e Transportes tem a distinta lata de dizer que se houver procura a SATA tem capacidade de aumentar a oferta. Alguém, algum dia, vai organizar a sua vida pensando que a SATA vai aumentar a oferta?

Algum turista programará a sua vinda ao Faial esperando que nas vésperas a SATA anuncie uma viagem extraordinária?! (...).
Luis Garcia, in Incentivo.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PSD/Açores questiona verificação de pacemakers no Hospital da Horta

O PSD/Açores criticou hoje mais um problema verificado "com a deslocação de médicos especialistas ao Hospital da Horta", uma questão "que tem motivado várias críticas e queixas dos utentes, agora com a falta de um especialista em Cardiologia para avaliar os doentes a quem foi implantado pacemaker. Um problema já levantado pelo PSD e ao qual o governo nem respondeu", dizem os deputados Jorge Costa Pereira e Luís Garcia, eleitos pelo Faial.

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, os social democratas explicam que "existem doentes a quem foi prescrita a reavaliação semestral do aparelho, e que aguardam a deslocação do especialista para esse efeito. Acontece que há mais de um ano que essas deslocações não se efetuam", denuncia o documento.

"A confirmar-se tal informação, é inaceitável e incompreensível que os doentes vivam situações de completo abandono e angústia, sabendo que o funcionamento do pacemaker devia ser revisto semestralmente, e que há mais de um ano que tal não é feito", consideram Jorge Costa Pereira e Luís Garcia.

Assim, os parlamentares querem que o Governo Regional esclareça se, "efetivamente, foi em setembro de 2014 a última deslocação ao Hospital da Horta do médico especialista em Cardiologia para efetuar a verificação periódica de pacemakers. É preciso conhecer as razões dessa falta e saber se a tutela concorda com a mesma, que prejudica claramente e põe em risco um conjunto de utentes do Serviço Regional de Saúde", adiantam.

"Solicitamos ainda ao governo, o avançar de soluções para resolver este grave problema, salvaguardando sempre o interesse dos doentes. Queremos saber porque não foi ainda implementada nenhuma alternativa", referem em nota à comunicação social.

Jorge Costa Pereira e Luís Garcia acrescentam que aguardam, "há oito meses, por uma resposta do governo regional a um requerimento que solicitava informação detalhada sobre este assunto e ela, até esta data, censurável e lamentavelmente, nunca nos foi dada. Já são vezes demais em que o Governo Regional remete ao silêncio os problemas dos faialenses e dos açorianos", concluem.

O IMPENSÁVEL NOVO HORÁRIO DE INVERNO DA SATA PARA A HORTA

" (...) Neste quadro, o novo horário de inverno da SATA para a Horta, para além de ser inaceitável, é um anacronismo incompreensível. Vejamos porquê.

O inverno de 2015-2016 será o primeiro onde estará em vigor o novo Modelo de Obrigações Modificadas de Serviço Público entre o Continente Português e a Região Autónoma dos Açores. Como se sabe, este modelo permitiu a vinda das chamadas low cost para Ponta Delgada. E permitiu ainda, por uma questão de igualdade, que os residentes em qualquer ilha, pudessem beneficiar de reencaminhamentos gratuitos para terem acesso a esses voos para o exterior da Região.

Um dos resultados já comprovados deste modelo foi o notável aumento do Turismo em quase todas as ilhas dos Açores. E, neste último Verão, se a SATA mais ligações inter-ilhas tivesse oferecido, certamente mais passageiros teria transportado, tantas foram as reclamações e as queixas por falta de lugares nos voos.

Por isso, o que se espera é que neste próximo inverno, mesmo que com números muito mais modestos, se continue a verificar, por comparação com o ano anterior, um aumento da procura pelos Açores. E, face a esta natural expetativa, o que faz a SATA para a Horta ao fim-de-semana, período potencialmente favorável a haver mais mobilidade? Reduz a sua oferta de voos de três para um! E, ao reduzir a oferta desta forma drástica, defrauda de forma grave, a expetativa de estender à Horta no inverno os benefícios da vinda das low costs, na medida em que, pela via da redução da oferta, a SATA quase impede, na prática, os eventuais reencaminhamentos. O resultado só será um: impedir que a Horta seja acessível a esse potencial mercado que, por essa via, tenderá a ficar em S. Miguel!"
Jorge Costa Pereira
In Tribuna das Ilhas, 02.10,2015

Escolhas

" (...) Tive muitos momentos em que discordei de decisões deste Governo. E creio que isso aconteceu com muitos portugueses. Confesso que ao longo desta legislatura duvidei muitas vezes deste caminho. Hoje tenho de admitir que percebo que o caminho que percorremos, com uma ou outra diferença, tinha de ser percorrido. E quando olho para o que se passou e passa na Grécia essa perceção fica ainda mais clara. Nenhuma família, nenhuma empresa e nenhum país consegue ter um bom futuro com as contas desequilibradas e a gastar o que não tem. Era pois inevitável colocar as contas públicas em ordem e operar uma transformação no nosso modelo de desenvolvimento económico.(...)"
Luís Garcia, in Incentivo.
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