Os deputados do PSD eleitos pelo Faial denunciaram “o aumento de 432% na lista de espera para cirurgia ortopédica no Hospital da Horta”, referindo que a mesma “passou, em apenas um ano, de 43 casos - março de 2011 - para 229 – março de 2012 -, pelo que se exigem medidas concretas do governo regional para debelar a situação”, refere um requerimento entregue na Assembleia Legislativa pelos deputados Luís Garcia e Jorge Costa Pereira.
Segundo os social-democratas, “já em Agosto do ano passado alertamos para esse risco, uma vez que nos primeiros meses de 2011 o número de ortopedistas afetos ao Hospital da Horta passou de três especialistas para apenas um permanente”, explica Luís Garcia, lembrando que, “face a esse constrangimento, a tutela optou por fazer deslocar periodicamente à Horta médicos ortopedistas, uma opção que parece estar a revelar-se absolutamente ineficaz e com fortes penalizações para os utentes do Hospital da Horta”, considera.
Luís Garcia alerta que “semelhantes preocupações rodeiam também outras especialidades daquele hospital, designadamente urologia e pneumologia, ambas sem médico especialista”, pelo que os deputados do PSD querem saber “que procedimentos estão em curso, com vista ao preenchimento de vagas nessas mesmas especialidades”, bem como aferir “de que forma serão os utentes atendidos até ao preenchimento efetivo das mesmas” adianta.
“É um facto que, nas especialidades que não têm médico especialista, se vão verificando cada vez maiores demoras nas deslocações dos médicos contratados pelo hospital, facto que tem provocado naturalmente o aumento das listas de espera”, daí que o requerimento dos social-democratas peça explicações à tutela sobre “essa listagem de especialidades e médicos, relativamente aos últimos três anos, com a referida periodicidade de consultas, atualização do número de utentes e das listas de espera por especialidade”, acrescentam.
Segundo Luís Garcia, “é imprescindível, para que o Hospital da Horta continue a exercer o seu papel no Sistema Regional da Saúde, que se mantenham, pelo menos, as especialidades médicas que possui e com os respetivos profissionais ao serviço de forma permanente. Simultaneamente, devia manter-se a periodicidade da deslocação de outros especialistas, de forma a garantir o atendimento aos doentes em prazos razoáveis”, concluiu.
