" A Universidade dos Açores vive de novo momentos angustiantes. Não será nunca fácil a vida de uma Instituição desta natureza numa Região demograficamente limitada como a nossa e dispersa por 9 ilhas. E, como se não bastasse isso, acresce o resultado de muitas decisões que foram sendo tomadas ao longo de anos (e que hoje pesam de forma desproporcionada no Orçamento daquela instituição) o que, aliado às dificuldades financeiras do presente, tornam a vida da nossa Universidade especialmente difícil. Por isso, são lamentáveis as declarações de pessoas responsáveis que, esquecendo tudo isso, teimam em querer reduzir os atuais problemas da Universidade dos Açores a uma única causa: a sua tripolaridade. Como se esta não fosse já um dado adquirido da sua vida institucional. Como se a tripolaridade não fosse a resposta da Universidade à História dos Açores e a sua contribuição para a construção da unidade regional. E como se a alternativa do concentracionismo e da centralização resolvesse alguma coisa de substancial!
Esquecem esses velhos do Restelo do centralismo (escondido num conveniente e falso economicismo) que se não fosse o DOP, a Universidade dos Açores seria uma ilustre desconhecida do mundo universitário internacional!(...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 22.06.2012
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