terça-feira, 26 de junho de 2012

A Universidade, a crise e a tripolaridade

" A Universidade dos Açores vive de novo momentos angustiantes. Não será nunca fácil a vida de uma Instituição desta natureza numa Região demograficamente limitada como a nossa e dispersa por 9 ilhas. E, como se não bastasse isso, acresce o resultado de muitas decisões que foram sendo tomadas ao longo de anos (e que hoje pesam de forma desproporcionada no Orçamento daquela instituição) o que, aliado às dificuldades financeiras do presente, tornam a vida da nossa Universidade especialmente difícil. Por isso, são lamentáveis as declarações de pessoas responsáveis que, esquecendo tudo isso, teimam em querer reduzir os atuais problemas da Universidade dos Açores a uma única causa: a sua tripolaridade. Como se esta não fosse já um dado adquirido da sua vida institucional. Como se a tripolaridade não fosse a resposta da Universidade à História dos Açores e a sua contribuição para a construção da unidade regional. E como se a alternativa do concentracionismo e da centralização resolvesse alguma coisa de substancial! 

Esquecem esses velhos do Restelo do centralismo (escondido num conveniente e falso economicismo) que se não fosse o DOP, a Universidade dos Açores seria uma ilustre desconhecida do mundo universitário internacional!(...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 22.06.2012
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Serviços de proximidade: um bom exemplo nos Espalhafatos

"(...) Visitei há dias um bom exemplo de um serviço de proximidade na nossa ilha. Refiro-me ao Centro de Dia do Norte localizado nos Espalhafatos. Uma iniciativa privada e inovadora nesta ilha e creio que também nos Açores, liderada por jovens com formação e com grande dinamismo. Pretende ser “um parceiro de confiança para pessoas idosas em situação de dependência” propondo-se prestar um conjunto de serviços de proximidade importantes para esta faixa etária em complemento e, preferencialmente, em parceria, com os Centros de Convívios de Idosos das Casas do Povo. Está dando os primeiros passos mas tem projetos e ideias ambiciosas que podem vir a constituir uma resposta social interessante e especializada numa zona da ilha onde ela não existe. Saibamos todos acolher e apoiar estas iniciativas inovadoras abrindo caminhos e não criando obstáculos.(...)"
Luís Garcia, in Incentivo, 20.06.21012.
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Para quando a ambulância SIV do Faial?


 Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial, Jorge Costa Pereira e Luís Garcia, querem saber as razões para o atraso “da entrada em funcionamento das ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) na ilha do Faial”, uma vez que, “no passado mês de março, o governo regional anunciou o início da sua atividade nas ilhas de São Miguel e Terceira, tendo sido garantido que as mesmas iriam funcionar, a partir de abril, no Faial”. 
O deputado Luís Garcia explicou que, “até à data tal não aconteceu e, contraditoriamente, correm informações de que a ambulância SIV que está no Faial vai ser transferida para São Miguel”, avançou, querendo saber, num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, “se o governo regional confirma essa transferência”, afirmou. 
Para Luís Garcia “é urgente saber a nova data prevista para a entrada em funcionamento das ambulâncias SIV no Faial”, uma vez que “foram afetos cerca de 60 enfermeiros do Sistema Regional de Saúde àquele serviço e, segundo o governo, receberam formação especializada. A tutela tem de divulgar quantos enfermeiros estão afetos ao serviço no Faial, e se possuem a citada formação”, questionou. 
O deputado do PSD recorda que, segundo o governo regional, “com essas ambulâncias, estamos capacitados a prestar melhores e maiores cuidados em termos de socorro na emergência médica terrestre. O problema é que no Faial tudo não passou de mais um anúncio, que tarda em ser passado à prática”, concluiu.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Partidarite e Protocolo

"Quando se convida para uma sessão pública alguém que ocupa responsabilidades políticas e/ou institucionais, não se está distinguindo a pessoa concreta, mas o cargo que ela ocupa. Por isso, a esses cargos deve-se todo o respeito e a precedência protocolar que está regulada em Lei, mesmo que a pessoa que o ocupa não nos seja pessoal ou partidariamente simpática. 

Infelizmente, por cá, há uma lamentável tendência de não atender ao respeito nem às precedências protocolares, esquecendo-se propositadamente a Lei e, pior do que isso, só a ela atender quando a pessoa ou a instituição em causa é da simpatia pessoal ou partidária de quem convida e organiza. Só esta deturpada visão pode explicar os inenarráveis atropelos e mesmo ofensas protocolares a que se assiste nesta ilha e nestes Açores. (...)".
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 08.06.2012
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terça-feira, 12 de junho de 2012

E a fileira do leite no Faial?

" (...) E o que faz o Governo Regional perante estes problemas da fileira do leite no Faial? A solução é sempre a mesma: atira mais milhões para cima dos problemas ou anuncia mais um programa ou um plano. 

Foi o que fez em Março de 2011. Reconhecendo os constrangimentos específicos desta fileira anunciou “um programa no sentido de dar à fileira do leite no Faial uma maior agressividade”. Apesar de ter anunciado que esse programa estaria concluído “a breve prazo”, a verdade é que, passado mais de um ano, não é conhecido tal programa nem muito menos os seus efeitos. Ou seja: o Governo ao fim de 16 anos anuncia um programa para dar à fileira do leite uma maior agressividade”! E mesmo assim ele tarda a passar de um anúncio. Para o Faial, este governo é sempre mais rápido a anunciar do que a fazer!".
Luís Garcia, in Incentivo, 06.06.2012
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domingo, 3 de junho de 2012

A crise e a campanha eleitoral

"(...) De que nos serve e que credibilidade nos merece um partido e um candidato que vem ao Faial dizer coisas como esta: “A ilha do Faial deve assumir o seu verdadeiro papel de motor e de vanguarda na construção deste novo setor da economia [o do conhecimento do Mar], porque temos as condições para isso, como seja a sua localização geográfica e o Departamento de Oceanografia e Pescas”?! 

Depois deste Governo ter esvaziado e acabado de vez com a “Semana das Pescas” (um verdadeiro fórum do conhecimento e da ciência relacionada com o Mar e com as Pescas), é, no mínimo, ter desfaçatez, para vir agora, aqui, nos dizer que o Faial deve assumir o papel de motor num setor que este Governo só não conseguiu esvaziar mais, porque o DOP está cá sedeado e é tutelado pela Universidade. 

Mau começo!"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 25.05.2012.
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Crise?

"(...) Mas os exemplos que aparentemente nos fazem julgar que não estamos em crise, não se ficam apenas pelos anúncios de grandes cartazes para algumas festas de verão. E é ainda mais estranho quando esses exemplos nos chegam de Municípios que se queixam de graves dificuldades financeiras, de Municípios que têm dívidas a fornecedores, atrasadas de muitos meses, de Municípios que têm obras paradas, de Municípios que adiam investimentos. Isso só revela que esses Municípios não têm dinheiro para o essencial mas para o acessório ele parece não faltar. Não anima ninguém consciente do tempo presente ver o dinheiro dos nossos impostos gasto em revistas de propaganda! 

No meu último artigo neste espaço escrevi sobre os quase 23 anos de gestão socialista da Câmara Municipal da Horta e afirmei que “à boa maneira socialista gastou-se prioritariamente no acessório, na festa e no folclore político”. Ora a revista “Horta Municipal”, que recebemos nas nossas casas, é um bom exemplo desse acessório a que me referia. 

São opções! Podemos ter revistas muito bonitas mas não temos, infelizmente, o desenvolvimento que esta Terra precisa e merece."
Luís Garcia, in Incentivo, 23.05.21012
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