terça-feira, 28 de agosto de 2012

Continuam os problemas em Ortopedia no Hospital da Horta

O PSD/Açores denunciou um novo conjunto de carências do serviço de Ortopedia do Hospital da Horta, desmentindo “as informações veiculadas pelo governo regional sobre as soluções apresentadas após a nossa denúncia de que a lista de espera para a cirurgia daquela especialidade tinha aumentado 432 % - de 43 casos em 31 de março de 2011, passou para 229 um ano depois -, e sobre a qual a tutela se apressou a esclarecer que já havia assegurado o arranque do plano de recuperação de listas de espera nos três hospitais da Região, de forma a inverter a situação”, disse o deputado Luís Garcia. 

“O PSD já havia alertado há muito para o risco do aumento da lista de espera em cirurgia ortopédica, pois nos primeiros meses de 2011 o número de especialistas afetos ao Hospital da Horta passou de três permanentes para apenas um”, refere o deputado, criticando o governo regional “por nunca ter reconhecido esse facto, optando por fazer deslocar periodicamente médicos ortopedistas, fazendo constar que havia sempre dois especialistas presentes, um dos quais deslocado de outra unidade hospitalar”, explicam Jorge Costa Pereira e Luís Garcia num requerimento enviado à Assembleia Legislativa. 

“Essa garantia, dada pelo governo, não corresponde à verdade, pois desde o passado dia 1 de Julho há apenas um ortopedista ao serviço do Hospital da Horta. E que só tem realizado urgências, tendo sido inclusivamente impedido de gozar férias”, adianta Luís Garcia, acrescentando que, “isso levou mesmo à interrupção das cirurgias programadas e das primeiras consultas em Ortopedia, o que naturalmente deverá estar a contribuir ainda mais para o crescimento das listas de espera daquele hospital”, refere o parlamentar. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O novo Terminal Marítimo da Horta


"Está em plena utilização o novo Terminal Marítimo da Horta. Trata-se de uma excelente infraestrutura que em muito vem contribuir para a qualidade do serviço de apoio ao transporte marítimo especialmente entre as ilhas do Triângulo e que, anualmente, movimenta mais de 400.000 passageiros. 

Esta vasta “população” de utentes do novo Terminal já há muito merecia infraestruturas dignas e adequadas que ficarão ainda mais valorizadas, no caso do transporte entre a Horta e a Madalena, quando semelhante infraestrutura estiver em funcionamento naquela Vila picoense. 

A mesma satisfação não se pode estender à dimensão do novo cais. Ao vermos, agora, as manobras que até os Cruzeiros (das Ilhas e do Canal) têm de fazer para acostarem é que percebemos bem os efeitos e as consequências da redução da dimensão do tamanho desta infraestrutura em relação ao que nos foi inicialmente apresentado. Mas esta é uma história para outra ocasião…(...)."

Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 17.08.2012.
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Adequação das obras da EBI António José d'Ávila

Em Requerimento os Deputados Jorge Costa Pereira e Luís Garcia questionaram o Governo Regional sobre a adequação das obras em curso na Escola António José d'Ávila à lotação que a Secretária Regional da Educação anunciou há alguns meses.
Pretendem ainda os deputados conhecer a evolução do número de alunos matriculados em todas as escolas do concelho nos últimos anos letivos.

Aeroporto da Horta novamente sem poder abastecer aviões


Os deputados do PSD/Açores, eleitos pelo Faial, Jorge Costa Pereira e Luís Garcia, criticaram a atuação do governo regional “face à contaminação do combustível que impediu o reabastecimento dos aviões no aeroporto da Horta”, uma situação “que já se verificou, em julho de 2009, e posteriormente também nos aeroportos de Ponta Delgada e de Santa Maria, sendo estranho que nunca se tenham apurado as causas dessas ocorrências, das quais também não se apuraram responsabilidades”. 

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, os social-democratas querem saber se o governo considera normal “a frequência com que estes problemas de contaminação de combustível para a aviação estão a ocorrer nos Açores”, e que medidas foram tomadas para que “não só fossem apuradas responsabilidades, mas para que as mesmas sejam do conhecimento público”, questionaram. 

“Esta nova ocorrência acontece em plena época alta do turismo, e vem penalizar de forma significativa as ligações da Horta com Lisboa, uma vez que os passageiros são sujeitos aos incómodos e às demoras de escalas técnicas não previstas em ligações que deveriam ser diretas”, sublinha Jorge Costa Pereira, lembrando que “o problema acarreta custos acrescidos às transportadoras, pois têm de enfrentar as despesas dessas mesmas escalas”, explica. 

O deputado diz “não entender” que, “ao contrário do que aconteceu com uma situação semelhante no aeroporto de Ponta Delgada – em 2009 -, quando o governo regional rapidamente disponibilizou o navio “Eberhart Essberger” para ajudar a resolver o problema, a ajuda agora anunciada em comunicado se tenha limitado a disponibilizar as estruturas instaladas no aeroporto do Pico, para assegurar o rápido abastecimento das aeronaves”, refere.

“Obviamente, o governo já saberia que elas não estão ainda operacionais, pelo que fazer isso e nada, foi exatamente o mesmo para a rápida resolução do problema”, critica Jorge Costa Pereira, que considera “estranho” o facto de, “aparentemente, só ontem o governo tenha tido conhecimento de que o parque de combustíveis do aeroporto do Pico não está operacional”, reforça o parlamentar. 

No mesmo requerimento, o social-democrata pretende aferir se, “na referida situação de contaminação verificada em 2009, no aeroporto de Ponta Delgada, a SATA foi ressarcida pela GALP pelos acréscimos de custos que a mesma situação provocou. Se assim aconteceu, queremos conhecer os valores dessa compensação”, concluiu.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Estradas no Faial: promessas e realidades

"  (...) A variante só cumprirá eficazmente os seus propósitos quando estiver completa, ou seja, quando se fizer a sua segunda fase, pois só assim permitirá ligar o norte e o sul da Ilha sem se ter de passar pelo centro da cidade, libertando-a de muito trânsito, sobretudo o de pesados. 

No programa eleitoral do PS em 1996 já se prometia a construção da variante. Em 16 anos fizeram uma meia variante de 2,5 quilómetros, ou seja, uma média de 156 metros por ano. É obra! Fica por fazer a outra meia que é um troço de estrada com cerca de 2 quilómetros. 

Em Fevereiro de 2007 o Secretário Regional dos Equipamentos fez saber, na sequência de uma petição, que a “2ª fase só será construída na próxima legislatura” (2008-2012) e em Maio de 2010, José Contente, anunciou, com a desfaçatez de quem se faz esquecido, que esta construção só se concretizaria na próxima legislatura (2012-2016). 

Pelo mesmo caminho do esquecimento também ficaram as bonitas “estradas do mato” entre o Largo Jaime de Melo e a Ribeira do Cabo e a que vai das Casas da Junta à Ribeira Funda. Ambas com grande importância para o turismo e para a agropecuária estão há anos com pisos intransitáveis. No manifesto do PS do ano 2000 já fazia parte a reabilitação das “estradas no interior da ilha, Largo Jaime de Melo/Ribeira Funda e Largo Jaime de Melo/Ribeira do Cabo”. 

Aliás, em relação a esta passou-se mesmo algo de insólito no sistema viário regional: passou de alcatrão a cascalho! 

Este governo que gastou muitos milhões em estradas SCTUs para pagarmos nos próximos 30 anos e em outras com pontes para vacas, é o mesmo que não foi capaz, ou não quis, fazer no Faial a 2ª fase da variante com 2000 metros e colocar um piso normal na estrada entre o Largo Jaime de Melo e a Ribeira do Cabo. Será que fazer isto para o Faial era pedir muito?(...)"
Luís Garcia, in Incentivo, 01.08.2012
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

A verdade que os Açorianos merecem

" (...) A imagem que o Governo Regional por norma transmite (e que é repercutida acriticamente e com muito poucas e honrosas exceções pela comunicação social açoriana) é a de que os Açores são um caso à parte na crise que atinge Portugal e que a sua situação económico-financeira é até mesmo exemplar. 

Mas será mesmo assim? Aquilo que se conhece dos Relatórios do Tribunal de Contas confirma essa versão? Os dados das Estatísticas (desde o desemprego aos indicadores da atividade económica) confirmam essa visão otimista? 

E a situação de rutura financeira da Saudaçor? E as dificuldades de pagamento de outras empresas públicas regionais? E a antecipação dos duodécimos de Novembro e Dezembro já concretizada em vários organismos públicos? E os atrasos nos pagamentos aos fornecedores, de que a situação do setor da sáude é apenas a ponta do iceberg? E os 130 milhões de euros de dois empréstimos do Governo Regional que se venciam em Agosto e para os quais a Região não conseguiu meios de liquidação e foi obrigada a socorrer-se do financiamento do Governo da República? 

Estes são indicadores normais de quem respira saúde financeira? 

Com dados como estes, que são apenas os que se conhecem, como podemos acreditar que estamos tão bem como quer o Governo convencer-nos? 

E se juntarmos a estes dados conhecidos, tudo o que por aí circula, à boca pequena, de dificuldades gritantes de tesouraria a vários níveis, de atrasos de pagamento a fornecedores, de pedidos de adiamento de faturação, podemos concluir que estamos perante uma pensada e organizada estratégia governamental de manter os Açorianos, até Outubro próximo, na ilusão de uma realidade inexistente!(...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 03.08.2012.
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