" (...) A variante só cumprirá eficazmente os seus propósitos quando estiver completa, ou seja, quando se fizer a sua segunda fase, pois só assim permitirá ligar o norte e o sul da Ilha sem se ter de passar pelo centro da cidade, libertando-a de muito trânsito, sobretudo o de pesados.
No programa eleitoral do PS em 1996 já se prometia a construção da variante. Em 16 anos fizeram uma meia variante de 2,5 quilómetros, ou seja, uma média de 156 metros por ano. É obra! Fica por fazer a outra meia que é um troço de estrada com cerca de 2 quilómetros.
Em Fevereiro de 2007 o Secretário Regional dos Equipamentos fez saber, na sequência de uma petição, que a “2ª fase só será construída na próxima legislatura” (2008-2012) e em Maio de 2010, José Contente, anunciou, com a desfaçatez de quem se faz esquecido, que esta construção só se concretizaria na próxima legislatura (2012-2016).
Pelo mesmo caminho do esquecimento também ficaram as bonitas “estradas do mato” entre o Largo Jaime de Melo e a Ribeira do Cabo e a que vai das Casas da Junta à Ribeira Funda. Ambas com grande importância para o turismo e para a agropecuária estão há anos com pisos intransitáveis. No manifesto do PS do ano 2000 já fazia parte a reabilitação das “estradas no interior da ilha, Largo Jaime de Melo/Ribeira Funda e Largo Jaime de Melo/Ribeira do Cabo”.
Aliás, em relação a esta passou-se mesmo algo de insólito no sistema viário regional: passou de alcatrão a cascalho!
Este governo que gastou muitos milhões em estradas SCTUs para pagarmos nos próximos 30 anos e em outras com pontes para vacas, é o mesmo que não foi capaz, ou não quis, fazer no Faial a 2ª fase da variante com 2000 metros e colocar um piso normal na estrada entre o Largo Jaime de Melo e a Ribeira do Cabo. Será que fazer isto para o Faial era pedir muito?(...)"
Luís Garcia, in Incentivo, 01.08.2012
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