sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Colposcópio do Hospital da Horta avariado há meses

Os Deputados do PSD eleitos pelo Faial denunciaram a existência de uma avaria no Colposcópio do Hospital da Horta que se prolonga há meses, conforme foi noticiado pelo "Faial Online".

O Colposcópio é um aparelho que permite a observação directa da superfície do colo do útero, nomeadamente em casos de suspeita ou de presença de células anormais, e a sua avaria está a obrigar as utentes daquela unidade de saúde a serem deslocadas para os outros Hospitais da Região.

Em requerimento dirigido ao Governo Regional, os deputados subscritores pretendem saber as razões da demora na reparação do aparelho, os gastos que isso já implicou em deslocações de doentes e para quando se prevê a normalização da situação.

Promessas dos Planos desmentidas pela sua execução

«Se analisarmos a Execução dos Planos do Governo nos últimos cinco anos, e se exceptuarmos o ano de 2005 (que teve uma execução de 80%), em todos os outros anos até 2009 (que é o último que se conhece), a execução é medíocre, pouco ultrapassando a metade das verbas inscritas. Isto é: o Governo, na prática, investiu, "gastou", apenas pouco mais de metade daquilo que havia prometido fazer no Plano. Em 2006 a execução regional foi de 54,7%; em 2007, 58,3%; em 2008, 56,4% e em 2009, 57,3%. (...)

Mas, se o cenário regional é o que acima se retratou, igualmente preocupante é a execução dos planos no Faial. Nos últimos cinco anos, e exceptuando o referido ano de 2005 (que foi uma excepção no cumprimento das verbas inscritas no Plano), a execução tem vindo em declive acentuado, sobretudo nos anos de 2008 (com uma percentagem de execução de 57,4%) e de 2009 (49,5%). Isto é: por exemplo, para 2009, o Governo inscreveu no Plano para a ilha do Faial 54.945.570 euros, mas só "gastou" efectivamente 27.248.550 euros. Por outras palavras: o governo em 2009 investiu no Faial menos de metade das verbas a que se comprometera no Plano!

E se, no mesmo espaço de tempo, analisarmos comparativamente a execução do Plano nas várias ilhas, concluímos que, por exemplo, em S. Miguel, nos últimos cinco anos, as taxas de execução nunca baixam dos 65%, o que é naturalmente um indicador melhor que a média regional. Por isso, e também por esta forma, este Governo cava mais fundo o fosso no desenvolvimento entre ilhas pois investe, na prática, percentualmente mais onde o crescimento já é maior!»

Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 29/10/2010
Artigo completo aqui.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Anteproposta de Plano para 2011 prova desigualdade nos critérios do investimento

«Este Plano surge numa conjuntura de dificuldades que não podem estar alheias nem a quem naturalmente o preparou nem a quem o analisa. O Presidente do Governo defendia há algum tempo que em período de crise devíamos dar prioridade a investimentos reprodutivos e estruturantes. E, para o exemplificar, Carlos César dizia que entre o Estádio Mário Lino e as obras do Porto da Horta naturalmente que a opção ia para as obras do porto. Aliás, o estádio já tinha sido anteriormente adiado com a desculpa que se iria dar prioridade às obras na Escola Básica Integrada da Horta que entretanto nunca avançaram.

Este plano contradiz essa definição de critérios. Só assim se entende que os critérios que foram utilizados para suspender a construção do Estádio Mário Lino não tenham sido aplicados em obras igualmente não estruturantes e de efeito não reprodutivo na economia como, por exemplo, a requalificação (cobertura) do Estádio de S. Miguel dotada na anteproposta com 3.108.600 €, ou como o "Arquipélago - Centro de Arte Contemporânea" dotado com 6.732.000 €, a construir na Ribeira Grande.

Este plano demonstra claramente as contradições e as incongruências do Governo neste domínio. Os critérios anunciados para definir as prioridades dos investimentos públicos não se aplicam de igual forma em todas as ilhas.»


Luís Garcia, in Incentivo, 27/10/2010

Artigo completo aqui.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Governo agiu “em ziguezague estratégico” com as plataformas logísticas

O PSD/Açores acusou hoje o governo regional “de ter, ao longo dos últimos anos, agido em ziguezague estratégico”, no tocante à criação das plataformas logísticas de transporte nos Açores, referindo que “a posição do executivo foi variando em função da ilha onde estava, e conforme a plateia que tinha, procurando colocar ilhas contra ilhas. O que é absolutamente condenável”, disse esta tarde o deputado Luís Garcia.

Falando em plenário sobre a petição pela abolição das plataformas logísticas, o social-democrata reiterou “a nossa denúncia e lamento pelo comportamento inqualificável da maioria socialista e do governo, ao imporem a aprovação do PROTA, a 15 de Junho, quando a citada petição já estava entregue na Assembleia, pois nela dera entrada a 14 de Maio deste ano”.

Um ano depois...

«Igual a isto só o que assisti na Assembleia, quando um deputado do PS do Faial, desfiando o rol habitual das acções do governo, não se eximiu a nelas incluir o “Peter”! É que, no afã de mistificar e enganar a população, já nem pinga de vergonha lhes resta!»

Luís Garcia,
Incentivo, 21/10/2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Deputados do PSD reúnem com Associação Agricultores Faial

Os Deputados do PSD eleitos pela ilha do Faial estiveram reunidos hoje com a direcção da Associação de Agricultores da Ilha do Faial. A desmotivação que se sente no sector agro-pecuário faialense, sobretudo na fileira do leite, foi a preocupação que Luís Garcia e Jorge Costa Pereira levaram para reflexão junto dos responsáveis daquela Associação.

Os dados comprovam essa desmotivação que pode ter consequências sociais e económicas graves para o Faial: nos primeiros oito meses deste ano o Faial foi a única ilha dos Açores em que em todos os meses a produção de leite diminui em comparação com igual período do ano anterior.

E o mais grave é que esta tendência não é só deste ano. Há anos que a produção de leite no Faial não cresce o que seria expectável e necessário, desde logo, para rentabilizar a nova fábrica de lacticínios da CALF. Esta foi projectada para transformar 20 milhões de litros de leite por ano e no presente não consegue mais de 12 milhões.

Para os deputados social-democratas é urgente promover um profundo debate com o sector e perceber quais as causas estruturais que levam a esta situação de desmotivação geral e rapidamente tomar medidas que possam, entre outros aspectos, melhorar o rendimento dos nossos produtores de leite e atrair gente nova para o sector.

Crise e moralidade


Jorge Costa Pereira, Tribuna das Ilhas, 11/10/2010