quinta-feira, 30 de junho de 2011

Agricultura: um desígnio nacional e regional

"(...) Para que a agricultura seja de facto uma actividade de futuro e para que todo o seu potencial seja colocado ao serviço do nosso desenvolvimento há ainda muito a fazer. Entre muitos aspectos, destaco: melhores condições infra-estruturais (água, luz, caminhos agrícolas, emparcelamento – apesar dos milhões gastos, neste domínio ainda há muito a fazer), apoio técnico de proximidade (técnicos definitivamente a trabalhar preferencialmente no terreno), mais formação, maior apoio e incentivos à diversificação agrícola, reforço da fileira do leite (em especial no Faial), uma verdadeira política de investigação e inovação na busca de produtos com maior valor acrescentado e no reforço da qualidade dos nossos produtos (onde o papel da Universidade dos Açores é relevante), a adequabilidade e desburocratização dos apoios e a promoção dos nossos produtos.(...)

Qualquer política agrícola nestas ilhas não estará completa se não tiver políticas de mercado e transportes adequadas. De nada servirá lançarmos produtos potencialmente de maior valor acrescentado se as políticas de mercado seguidas nada fizerem para procurar valorizar esses produtos encontrando os mercados mais adequados. Tão ou mais importante do que vender os produtos é o preço pelo qual se vende. E igualmente importante é que essa “mais valia” dos produtos chegue também aos produtores e não se esgote nos bolsos da indústria e da comercialização. Especialmente em ilhas distantes entre si e distantes dos mercados receptores é indispensável uma política eficaz de transportes aéreos e marítimos. E, nesse domínio, é profundamente incompreensível que passados tantos anos de autonomia e gastos tantos milhões ainda não tenhamos sido capazes de construir um sistema de transportes inter-ilhas satisfatório para fazer circular, com a necessária rapidez e regularidade, os nossos produtos. Tal tem impossibilitado a criação de um verdadeiro mercado interno. E isso é especialmente visível e sentido aqui nestas ilhas do Triângulo! (...)"

Luís Garcia, in Incentivo, 22.06.2011
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Deputados do PSD-Faial reunem com jornais locais


Os deputados do PSD eleitos pelo círculo eleitoral do Faial reuniram no passado dia 22 de Junho com os responsáveis pelos jornais “Tribuna das Ilhas” e “Incentivo”.

Neste contexto de especiais dificuldades também para as empresas de comunicação social o principal objectivo destas reuniões foi a apresentação e recolha de opinião e contributos sobre o Projecto de Resolução do Grupo Parlamentar do PSD cujo objecto é “Medidas extraordinárias de apoio aos Órgãos de Comunicação Social privados dos Açores”, que deu entrada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores em Fevereiro deste ano.

Os parlamentares social-democratas aproveitaram também a oportunidade para ouvir a opinião daqueles responsáveis sobre a proposta do Governo Regional de alteração ao PROMEDIA II que deu entrada em Maio passado na Assembleia.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Um novo governo ou um novo ciclo?

"(...) E se os problemas cruciais de Portugal radicam indiscutivelmente nas questões económicas e financeiras, sobre as quais se centram as discussões e os holofotes da comunicação social (e para os quais naturalmente se tornam urgentes soluções viáveis), a verdade, porém, é que Portugal sofre igualmente de um outro problema grave: o da angustiante perversão de valores que se impôs na sociedade portuguesa (e não só!) e que pouco a pouco ganhou estatuto de normalidade.(...)
A desonestidade tornou-se, assim, algo de recomendável na vida social contemporânea. Um político faltou à verdade, prometeu o que sabia que não podia cumprir, omitiu a realidade, mas se ganha as eleições, todos esses censuráveis comportamentos ficam como que legitimados e aceites. Um futebolista encena uma falta ou uma penalidade, engana o árbitro e se disso resulta uma vitória, ele é transformado em herói e poucos lembram o seu comportamento desonesto. Um cidadão que trapaceia as regras das declarações fiscais e consegue pagar menos imposto do que devia, é um exemplo a seguir e muitos querem é aprender o truque.(...)"


Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 17.06.2011

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Deputados do PSD-Faial propõem divulgação das virtualidades do Voluntariado

Os deputados do PSD eleitos pelo Faial, Jorge Costa Pereira e Luís Garcia, são autores de um Projecto de Resolução que recomenda ao Governo Regional dos Açores que, no âmbito da declaração de 2011 como "Ano Europeu do Voluntariado", "desenvolva uma campanha de divulgação e promoção das virtualidades do voluntariado" a realizar nos órgãos de comunicação social dos Açores e nas escolas da Região.
Esta iniciativa resultou das várias propostas e reflexões feitas pelos jovens de várias escolas dos Açores, no âmbito da XII Sessão do Plenário Jovem e com ela pretende-se dar um contributo numa área em que foi reconhecido que fazem falta acções e campanhas de divulgação e promoção do voluntariado.

Ler o Projecto de Resolução aqui

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Boas notícias


" (...) A vitória do PSD nos Açores foi ainda mais expressiva do que a nacional. Venceu em todas as ilhas e em todos os concelhos, com excepção do Corvo. No País o PSD ganha com mais 10, 58% do que PS. Nos Açores o PSD vence com mais 21,69% do que o PS. Na nossa Região o PSD ganha mais 8754 votos em relação às legislativas nacionais de 2009. Pelo contrário, o PS perde 14635 votos. É uma estrondosa derrota para um partido que é governo nos Açores! Terão os açorianos mais razões do que os outros portugueses para penalizar José Sócrates? Ou terão outras razões para penalizar ainda mais o PS?

Com estes brilhantes resultados a nível regional o PSD consegue eleger três deputados à Assembleia República incluindo a faialense Lídia Bulcão. O CDS-PP esteve à beira de eleger um deputado pelos Açores mas é bom lembrar que face aos resultados quem perderia mais um mandato era o PS, ou seja, se o PP elegesse um deputado o PS ficaria com apenas um deputado eleito pelos Açores. Carlos César e até alguns órgãos de comunicação social esquecem isso!(...)"


Luís Garcia, in Incentivo, 08.06.2011

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Novos horários da Transmaçor não agradam a ninguém


O PSD/Açores interrogou o Governo Regional sobre “a entrada em vigor do novos horários da Transmaçor entre as ilhas do Triângulo”, que se iniciaram na passada semana, querendo saber “quem os aprovou e se, como era prática anterior, foram ouvidas as autarquias do Faial, Pico e São Jorge”, disse o deputado Jorge Costa Pereira.

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, os social-democratas pedem “os fundamentos e as razões que levaram à aprovação dos referidos horários”, querendo da tutela “indicações sobre até quando vão os mesmos vigorar” e, indo mais longe, perguntam mesmo “se o governo está disponível para alterar a presente situação, que já motivou inúmeras queixas dos passageiros”, explicam.

Segundo Jorge Costa Pereira, “temos de considerar a importância das ligações marítimas entre as ilhas do Triângulo durante todo o ano, mas muito especialmente nesta altura em que se inicia a época alta do nosso turismo”, concluindo que “ a recente alteração teve o condão de, objectivamente, não agradar a ninguém”.

Aquele deputado disse ainda que “importa, por isso, conhecer responsabilidades sobre a decisão, e também os objectivos concretos que presidiram à mesma”, já que “qualquer alteração ou aprovação de horários deve ser feita com um ano de antecedência, e deve ser devidamente avaliada nas suas implicações, quer no turismo, quer na forma como serve as populações locais”.

“Estamos a falar da antecedência com que as agências de viagens trabalham, isto no caso do turismo mas, esta recente alteração teve a curiosa particularidade de, conforme declarações públicas do sócio maioritário da empresa, nem sequer merecer a concordância da própria Transmaçor”, concluiu Jorge Costa Pereira.

Ler aqui o Requerimento

Os boys do regime

"(...) Aplica-se como uma luva à máquina de propaganda criada neste anos por José Sócrates estas considerações de Zita Seabra, escritas no Jornal de Notícias de 29 de Maio passado: «Eles acham que são os donos do país. Portugal é deles. O Estado pertence-lhes. Vale tudo. Estão acima da lei e das deontologias. Não conhecem ética em política, nem educação. Não sabem o que é o Estado de direito. São filhos directos de Maquiavel porque agem sempre como se os fins justificassem os meios. Sentem-se príncipes que desconhecem o Estado de direito porque são os donos absolutos do país. Usam a propaganda como ninguém. Alimentam-se dela. Sabem de cor como inventar cenários, como criar factos que desviem do essencial, como dar a parecer o que não é. Mentem por palavras, actos e omissões.... Omitem números se não lhes interessam, guardam-nos e escondem-nos para apresentar boas execuções orçamentais. Mudam critérios para contar desempregados, como quem apaga pessoas. As pessoas são números. Afirmam meias-verdades para não serem apanhados na totalidade da mentira e não parecerem mentir tanto quando são apanhados em flagrante.»(...)"

Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 03.06.2011
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