" Este adágio popular aplica-se, no meu entendimento, ao que se está a passar no Faial. Passam-se coisas estranhas e há muitos que não as querem ver nem as suas origens.
Há um conjunto de constrangimentos que estão a obstaculizar o nosso desenvolvimento. Refiro-me a constrangimentos provocados por um retrocesso inexplicável nas acessibilidades aéreas (que vão muito para além da reposição de voos ao fim-de-semana), a investimentos que o Governo Regional faz em outros lados e aqui não faz (Termas do Varadouro), a investimentos que são sucessivamente adiados (ampliação da pista do aeroporto, estradas interiores), a outros que são pura e simplesmente cancelados (2ª fase da variante e Estádio Mário Lino) apesar de prometidos há anos e até a alterações legislativas que permitem criar plataformas logísticas no domínio dos transportes marítimos de mercadorias. Estou profundamente convencido que tudo isto não acontece por mero acaso.
Estou convencido, e é preciso dizê-lo e assumi-lo, que existem interesses muito bem colocados nomeadamente, à mesa do orçamento regional, que procuram dificultar o desenvolvimento desta ilha. Que existam alguns interesses empresariais e geográficos a quem não lhes interessa o desenvolvimento do Faial eu não aceito mas até posso compreender. Agora que o Governo Regional, ao seu mais alto nível, seja permeável e até tenha elementos que se sentam no Conselho de Governo que sejam os principais fomentadores e executores dessa estratégia, isso é absolutamente inaceitável. (...)"
Luís Garcia, in Incentivo.
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