quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O pior cego é o que não quer ver


" Este adágio popular aplica-se, no meu entendimento, ao que se está a passar no Faial. Passam-se coisas estranhas e há muitos que não as querem ver nem as suas origens.

Há um conjunto de constrangimentos que estão a obstaculizar o nosso desenvolvimento. Refiro-me a constrangimentos provocados por um retrocesso inexplicável nas acessibilidades aéreas (que vão muito para além da reposição de voos ao fim-de-semana), a investimentos que o Governo Regional faz em outros lados e aqui não faz (Termas do Varadouro), a investimentos que são sucessivamente adiados (ampliação da pista do aeroporto, estradas interiores), a outros que são pura e simplesmente cancelados (2ª fase da variante e Estádio Mário Lino) apesar de prometidos há anos e até a alterações legislativas que permitem criar plataformas logísticas no domínio dos transportes marítimos de mercadorias. Estou profundamente convencido que tudo isto não acontece por mero acaso.

Estou convencido, e é preciso dizê-lo e assumi-lo, que existem interesses muito bem colocados nomeadamente, à mesa do orçamento regional, que procuram dificultar o desenvolvimento desta ilha. Que existam alguns interesses empresariais e geográficos a quem não lhes interessa o desenvolvimento do Faial eu não aceito mas até posso compreender. Agora que o Governo Regional, ao seu mais alto nível, seja permeável e até tenha elementos que se sentam no Conselho de Governo que sejam os principais fomentadores e executores dessa estratégia, isso é absolutamente inaceitável. (...)"
Luís Garcia, in Incentivo.
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Costa Pereira e Luís Garcia defendem mais voos entre Faial e Lisboa em 2016

Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial defenderam hoje o reforço do número de voos entre a ilha e Lisboa no verão IATA de 2016, alegando que os constrangimentos verificados este ano “não se podem repetir”.

“A SATA Internacional deve, no próximo verão IATA, aumentar o número de ligações diretas a Lisboa, de forma a atingir, pelo menos, o mesmo número das que se registavam no verão IATA de 2014. Aquilo que se passou este ano não se pode repetir”, afirmaram, em comunicado, os deputados social-democratas Costa Pereira e Luís Garcia.
Os parlamentares do PSD/Açores salientaram que esta é uma reivindicação que já apresentaram por diversas vezes e que é partilhada por instituições da sociedade civil faialense, nomeadamente a Câmara de Comércio e Indústria da Horta, que, “por ocasião do seu aniversário, exigiu um aumento das ligações diretas com Lisboa no verão IATA para, pelo menos, os níveis das verificadas em 2014”.

Costa Pereira e Luís Garcia salientaram que a experiência do último verão “impõe também que, no próximo, a SATA Air Açores garanta mais voos e mais lugares nas ligações ao Faial”, possibilitando assim que a ilha “retire mais proveito do novo modelo de transporte aéreo [para o continente], nomeadamente dos reencaminhamentos gratuitos”.

“Por outro lado, exige-se nos horários inter-ilhas do próximo verão IATA uma maior articulação para permitir que quem queira sair para o exterior dos Açores, via Ponta Delgada, o posso fazer ou regressar sem a necessidade de pernoitar sempre em São Miguel”, defenderam.

Os deputados social-democratas manifestaram ainda a sua satisfação com o reforço do número de voos da SATA Air Açores para a ilha do Faial este inverno, dado que o “governo regional reconheceu o erro e anunciou a reposição do número de ligações existente no ano anterior”.

“Pior do que errar, é persistir no erro. Por isso, e porque estivemos na primeira linha, ao lado de outras instituições locais, na denúncia desta situação, não podemos deixar, agora, de manifestar a nossa satisfação e sentimento do dever cumprido, perante a decisão do governo, agora tornada pública”, afirmaram.

Costa Pereira e Luís Garcia lembraram, no entanto, que “os horários objeto da contestação só entraram em vigor, mediante aprovação da tutela, que é o governo regional”.

“O mesmo responsável político que agora prazenteiramente veio à Horta anunciar as boas notícias da alteração dos horários, é o mesmo secretário regional que aprovou, sem reparo, os anteriores horários. A desfaçatez tem de ter limites”, sublinharam.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Para que servem as eleições?

" (...) E o País? Para eles que se lixe o País. Nem a situação delicada em que se encontra Portugal os faz recuar ou repensar esta estratégia. A ânsia de poder é de tal ordem que esquecem e desrespeitam os enormes sacrifícios que os portugueses fizeram nestes últimos quatro anos para retirar o País da situação de quase bancarrota em que a governação do PS nos havia colocado. A situação de Portugal é demasiado frágil para estes aventureirismos irresponsáveis que invariavelmente farão com que sejam sempre os mesmos a pagar.

A verdade é que as eleições aconteceram há um mês e o País está ainda sem um governo em efetividade de funções e pelo que é possível antever, fruto dos jogos palacianos em curso, assim continuará por mais algum tempo. Se a este período adicionarmos o que antecedeu as eleições, em que o anterior governo esteve com competências limitadas, chegamos à conclusão que é tempo de mais para substituir um governo. Olhemos para a velocidade em que um processo semelhante decorreu recentemente na Grécia. A situação do País exigiria outra responsabilidade dos políticos e outra celeridade.(...)"
Luís Garcia, in Incentivo.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Acerca da credibilidade dos políticos

" (...) E a verdade é que muitos Políticos têm dado fartos exemplos, no exercício dos seus cargos, quer no Poder, quer na Oposição, para esta generalizada descrença e, mesmo, progressivo afastamento do cidadão em relação à Política: quando prometem e não cumprem com a palavra dada aos eleitores; quando dizem uma coisa na Oposição e fazem outra diferente no Poder; quando esquecem os interesses dos cidadãos em favor das estratégias de grupos; quando usam o poder em proveito próprio ou de grupos; quando usam os dinheiros públicos para comprar apoios e conivências. 
Aquilo que hoje se está a passar na política portuguesa é bem o exemplo disso e é mais um poderoso contributo para a descredibilização da Política e dos Políticos. Como escrevia, há dias, Ricardo Costa, no seu “Expresso Curto”, os políticos “estão todos a apalpar terreno” e “a fazer figas quando falam consigo”. Brincar ao gato e ao rato, perante uma nação atónita e que acabou de ser sujeita aos maiores sacrifícios das últimas décadas, não abona, em boa verdade, nada em favor de tais políticos!(...)". 
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas.
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Mais do mesmo

"1. A anteproposta de plano para 2016 do Governo Regional no que ao Faial diz respeito é mais do mesmo. Estes documentos são, ou deviam ser, importantes para quem governa e para quem é governado. Porém, estão totalmente descredibilizados, pois a diferença entre aquilo que neles se escreve e aquilo que se faz vai uma distância abismal. Porque os números falam por si, aqui fica neste quadro a diferença entre os milhões que são anualmente inscritos nos planos para o Faial, desde 2007, e os que são efetivamente executados:


Perante estes números há muito que defendo, nomeadamente no Conselho de Ilha, que mais importante do que analisar e elogiar as verbas inscritas nos planos é analisar a sua execução e exigir explicações ao Governo."
Luís Garcia, in Incentivo.
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