terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Um Natal sob a égide da misericórdia

" Um novo Natal atravessa as nossas vidas. Quantas mais vezes o vivemos, quantas mais vezes o celebramos, mais o Natal se revela capaz de nos continuar a emocionar e a surpreender. Porque todos nós, de alguma forma, especialmente nesta altura, reavivamos a criança que um dia fomos. E nos surpreendemos por ainda encontrarmos em nós próprios o nosso coração de criança, que julgávamos perdido pelas contingências da vida, mas que, afinal, se continua a revelar capaz de nos alegrar e emocionar quando, ainda hoje, extasiados, contemplamos a simplicidade e a candura do Menino do Presépio.
Este Natal é celebrado pelos Cristãos Católicos no contexto do Ano da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco, sob o lema “Sede misericordiosos como o Pai”. Como explicou o Papa, “Pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho. Por isso decidi proclamar um Jubileu Extraordinário que tenha no seu centro a misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia”. (...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas
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Ano novo com velhas preocupações

" (...) O ano de 2015 também confirmou que a austeridade cega e irracional aplicada pelo Governo Regional e pelo PS no Serviço Regional de Saúde (SRS) tornou o acesso dos açorianos à saúde mais caro e mais difícil. O quadro de especialistas do nosso hospital continua a esvaziar-se colocando mesmo em causa o seu futuro. A deslocação de especialistas foi dificultada, sendo em alguns casos cada vez mais espaçada e em outras especialidades deixou mesmo de se verificar. O ano transato também ficou marcado, ao nível da saúde, na nossa ilha, por uma partidarização assumida e sem precedentes por parte das administrações nomeadas.(...)

Outra decisão perniciosa para o Faial e que marcou 2015 foi o cancelamento da construção da segunda fase da variante à cidade da Horta. É um pequeno troço de estrada mas que tem óbvias implicações com outros investimentos públicos, tais como o reordenamento da Frente Mar da cidade da Horta, a construção do novo Quartel dos Bombeiros e o reordenamento do trânsito na cidade. Ainda está por explicar para onde irá o trânsito que se quer retirar da cidade! (...)

Em 2016 os faialenses terão a oportunidade de avaliar todas estas e outras decisões desta governação de 20 anos que vem prejudicando o Faial. Espero que o queixume e a reclamação que tanto ouvimos sobre o futuro do Faial tenham consequência na escolha de outros caminhos. Que todos assumam com responsabilidade a tarefa de em democracia escolher e optar. E que todos tomem consciência que essas escolhas e opções têm consequências.

Um bom ano de 2016 para cada um e para o Faial."
Luís Garcia, in Incentivo.
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O filme repetido

" (...) A pergunta que se impõe, cada vez mais exige uma resposta que nunca é dada: para onde foram esses milhões (os exemplos dados atrás são mesmo só isso - alguns exemplos) que estiveram inscritos nos Planos para o Faial e que não foram cá investidos?
Em 2012, o Secretário Regional do Turismo e Transportes garantia aos deputados regionais “que os compromissos eleitorais do PS em cada ilha, são compromissos do Governo e são para cumprir na presente legislatura.”
Está visto que, pelo menos, em relação ao Faial aquele governante não estava a falar verdade!
E é isto que no Faial nos arriscamos a continuar a ter, enquanto por cá não houver, por parte da maioria dos eleitores, a coragem de mudar o sentido de voto e deixar de premiar aqueles que, mandato atrás de mandato, nos enganam e não cumprem o que nos prometem!"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas.
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A ver navios…

"Mais uma vez o Faial ficou literalmente a ver navios! Mais uma vez um cruzeiro de turistas cancelou a sua escala no porto da Horta. Foi só mais uma! No passado dia 8, todos aguardávamos que o “Queen Elizabeth” escalasse o nosso porto, mas surpreendentemente, ou talvez não, o navio cancelou a sua operação aqui optando por escalar o porto da Praia da Vitória. A razão apontada para esta alteração foi a previsão de tempo. Curiosamente se a previsão de tempo era má não se concretizou, pois naquele dia o tempo esteve espetacular.

Mas se as previsões climatéricas menos boas se concretizassem o navio não podia operar no porto da Horta?! Isso parece-me estranho, neste e em outros cancelamentos em que se tem invocado a mesma justificação, porque, pelo tempo fora, sempre foram conhecidas e elogiadas as excelentes condições de abrigo e de operacionalidade do porto da Horta. Por isso, não deixa de causar estranheza que um dos melhores e mais abrigados portos dos Açores, de um momento para outro, se tenha tornado inseguro…"
Luís Garcia, in Incentivo.
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