«Este Plano surge numa conjuntura de dificuldades que não podem estar alheias nem a quem naturalmente o preparou nem a quem o analisa. O Presidente do Governo defendia há algum tempo que em período de crise devíamos dar prioridade a investimentos reprodutivos e estruturantes. E, para o exemplificar, Carlos César dizia que entre o Estádio Mário Lino e as obras do Porto da Horta naturalmente que a opção ia para as obras do porto. Aliás, o estádio já tinha sido anteriormente adiado com a desculpa que se iria dar prioridade às obras na Escola Básica Integrada da Horta que entretanto nunca avançaram.
Este plano contradiz essa definição de critérios. Só assim se entende que os critérios que foram utilizados para suspender a construção do Estádio Mário Lino não tenham sido aplicados em obras igualmente não estruturantes e de efeito não reprodutivo na economia como, por exemplo, a requalificação (cobertura) do Estádio de S. Miguel dotada na anteproposta com 3.108.600 €, ou como o "Arquipélago - Centro de Arte Contemporânea" dotado com 6.732.000 €, a construir na Ribeira Grande.
Este plano contradiz essa definição de critérios. Só assim se entende que os critérios que foram utilizados para suspender a construção do Estádio Mário Lino não tenham sido aplicados em obras igualmente não estruturantes e de efeito não reprodutivo na economia como, por exemplo, a requalificação (cobertura) do Estádio de S. Miguel dotada na anteproposta com 3.108.600 €, ou como o "Arquipélago - Centro de Arte Contemporânea" dotado com 6.732.000 €, a construir na Ribeira Grande.
Este plano demonstra claramente as contradições e as incongruências do Governo neste domínio. Os critérios anunciados para definir as prioridades dos investimentos públicos não se aplicam de igual forma em todas as ilhas.»
Luís Garcia, in Incentivo, 27/10/2010
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