quarta-feira, 16 de maio de 2012

Onde está a programa do Governo para dar maior agressividade à fileira do leite no Faial?

Os deputados do PSD/Açores eleitos pela Ilha do Faial pediram explicações ao governo regional sobre “o programa, anunciado há mais de um ano, que visava dar uma maior agressividade à fileira do leite no Faial”, conhecidos e reconhecidos que são “os problemas específicos que afetam o setor. É preciso saber se esse programa já foi implementado, e quais os seus efeitos”, disse o deputado Luís Garcia. 

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, o social-democrata salienta que se vive “uma grande desmotivação na produção, fruto dos problemas estruturais que demoram a ser resolvidos e para os quais o governo tem revelado incapacidade, mas também devido ao baixo preço pago por cada litro de leite padrão. O Faial é mesmo uma das ilhas onde pior se paga o leite”, adianta. 

Considerando “a diminuição da produção de leite em determinados anos, e o não aumento expetável em outros períodos, essa realidade tem trazido problemas de rentabilização da nova fábrica da Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial (CALF), projetada e construída para transformar mais leite do que aquele que efetivamente está a receber”, explica Luís Garcia. 

O deputado recorda que, “reconhecendo os constrangimentos específicos da fileira do leite do Faial, o governo regional anunciou, há mais de um ano, um programa para dar à fileira do leite uma maior agressividade, avançando que o mesmo estaria concluído a breve prazo. Isso passou-se em março de 2011 e nem se conhece o programa, nem muito menos os seus efeitos”, acrescenta. 

Segundo o deputado do PSD, verificou-se exatamente o contrário, “com o encerramento de mais dois postos de receção de leite no Faial, facto que causou enorme perplexidade, especialmente o encerramento do posto de São Pedro, que se localiza em pleno Perímetro de Ordenamento Agrário (POA) da Feteira/Castelo Branco, uma zona com reconhecido potencial para a produção de leite e designada como a bacia leiteira do Faial”, afirma Luís Garcia. 

Para o social-democrata, o caso é “tão mais estranho, pois há 14 anos que há avultados investimentos naquele perímetro, mesmo se se arrastaram no tempo e se foram divididos em fases e mais fases. Mas seria expetável o alargamento da capacidade dos postos para receber mais leite, e afinal verifica-se o encerramento do posto da Feteira por falta de produção”, estranha o parlamentar, que exige à tutela uma explicação “para a lógica desse encerramento, depois de tantos investimentos na zona do POA Feteira/Castelo Branco”, conclui.

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