quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Olhar para a Grécia … e trancas à porta

" (...) Passos Coelho cometeu naturalmente erros neste seu mandato governativo. Não morro de amores pela faceta obstinada do seu carácter, nalgumas dimensões. Mas reconheço que se não fosse a sua perseverança, a sua persistência e a sua confiança nas virtudes do caminho que estava a seguir, Portugal tinha caído no abismo. Se tivesse seguido o canto das sereias que diversos políticos e comentadores (alguns até do seu próprio partido) entoavam, Portugal estava hoje igual ou pior que a Grécia. Quando Passos Coelho dizia, na passada semana, referindo-se à Grécia, que “hoje as pessoas têm o filme todo à sua frente do que podia ter acontecido a Portugal” tem toda a razão.

Por isso, quando formos votar em Outubro próximo, teremos de escolher entre as dificuldades de um caminho que se conhece e que deu resultados e as miragens de proféticas alternativas que levaram a Grécia e os gregos ao que todos os dias vemos e que nenhum de nós deseja para si; teremos de escolher entre a persistência de Passos Coelho que, perante as dificuldades, mantem o caminho, e a errância de António Costa, que, à primeira contestação, muda de opção.

A escolha será de cada um de nós. Com uma certeza: depois de colocarmos a cruz no boletim de voto…de nada vale pôr as trancas na porta…"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 20.08.2015
Ler artigo completo aqui

Sem comentários: