quarta-feira, 15 de abril de 2015

A problemática das ligações diretas com Lisboa

" (...) As reações e as posições sobre a saída da TAP do Faial, tomadas inicialmente pela generalidade das forças vivas do Faial, foram unânimes e fortes, como exigia a situação.

E agora, que se sabe que, afinal, houve um acordo comercial entre as duas companhias, patrocinado pelos dois governos, esperávamos, em nome da coerência, manter a força das posições e alargar os destinatários das nossas justas reivindicações. Ou seja: para além das críticas à TAP e ao Governo da República, temos também agora de exigir à SATA e ao Governo Regional que cumpram esse acordo e que assegurem ao Faial, pelo menos, a mesma qualidade de serviço e o mesmo número de ligações diretas da Horta com Lisboa.

Mas, para espanto meu, de repente, com a descoberta da existência deste acordo comercial e, por via dele, do envolvimento da SATA e do Governo Regional, de repente, dizia, o tom das críticas e das reivindicações de alguns importantes responsáveis locais diminuiu significativamente. A firmeza da primeira hora deu lugar à vigilância, o protesto veemente deu lugar ao tom macio e moderado e a exigência para que se garantisse o número de ligações deu lugar a um “esperar para ver”.

Não quero acreditar que essa mudança de discurso e de atitude de alguns só tenha acontecido porque agora as nossas críticas e exigências também se têm de dirigir ao Governo Regional. Não quero acreditar que para criticar e exigir ao Governo da República haja, por parte desses senhores, coragem a rodos e, quando temos de fazer o mesmo para com o Governo Regional, a coragem mingue de tal forma que parece roçar a incoerência! (...)"
Luís Garcia, in Incentivo, 11.03.2015.
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