" (...) Esta governação do PS julga-se “dona dista tudo” e impune. Não é responsável por nada. Ou melhor: só é responsável pelo que de bom acontece. Por imaturidade, apego aos lugares ou incapacidade de perceber a dimensão ética das funções políticas que desempenham, esta governação foi, até esta data, incapaz de perceber e, sobretudo, de assumir as responsabilidades políticas que lhe cabem nesta matéria.
Todos estes incidentes e acidente mortal tiveram origem em infraestruturas, equipamentos e navios que pertencem e são geridos pelas empresas públicas Porto dos Açores e Atlanticoline, ambas tuteladas pela Secretaria Regional do Turismo e Transportes. Ao longo dos trabalhos da Comissão constataram-se e comprovaram-se falhas graves destas entidades que tiveram infelizmente consequências pesadas e cuja culpa não pode morrer solteira. A bem da dignidade das pessoas e dos cargos que desempenham essas responsabilidades deveriam ter sido há muito assumidas pelo titular da pasta e se este não teve a clarividência de as assumir, competiria ao Presidente do Governo agir. Assim ficam ambos associados a esta página negra do transporte marítimo de passageiros no Triângulo.
Mas estes (ir)responsáveis foram mais longe, afrontando tudo e todos, ao reconduzirem o Presidente da “Portos dos Açores” para novo mandato, a meio deste processo de averiguações e nas vésperas de ser conhecido publicamente um relatório da entidade nacional competente na investigação de acidentes marítimos, que atribuía eventual responsabilidade pelo acidente à falta de manutenção do cabeço.(...)"
Luís Garcia, in Incentivo.
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