" (...) Não se contesta a especial emergência por que passa e passará a Terceira, nem muito menos a necessidade de medidas especiais e mitigadoras dos problemas que terá de enfrentar.
O que não se compreende e não se aceita é que para outras ilhas, com problemas, à sua escala, pelo menos semelhantes aquele que a Terceira enfrenta, não tenha havido, por parte do governo regional, idêntica preocupação em proteger os desempregados e suas famílias e a mesma postura em procurar mitigar os seus impactos económicos.
Exemplos? Nas Flores, a Castanheira e Soares deixou no desemprego quase 200 pessoas. No Faial, fechou a COFACO, o Teófilo, a Rádio Naval: com eles, mais de 150 postos de trabalho desapareceram. Em S. Miguel, só o setor da construção civil perdeu mais de 10 000 trabalhadores.
Qualquer um destes exemplos não só ilustra o problema social imediato do desemprego, mas também, naturalmente, as inevitáveis e graves consequências económicas que ele implicou para as respetivas ilhas.
Mas, apesar disso, onde estão, onde estiveram, as medidas especiais mitigadoras destes problemas propostas pelo governo regional para estas ilhas? (...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 20.02.2015.
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