(...) Tenho defendido que o investimento público por regra (mas, por maioria de razão, em épocas de crise) deve ser especialmente selectivo e dar prioridade aquele investimento que potencia impactos positivos no emprego e no desenvolvimento económico. Esse foi, aliás, um princípio já apresentado por Carlos César, e com o qual concordo. A questão está em que essas regras e esses critérios devem ser aplicados de forma igual para todas as ilhas. Mas não é isso que se verifica e parece que só no Faial é que há investimentos não estruturantes e não reprodutivos e que, por isso, só no Faial o Governo Regional corta por causa da crise.
Basta lembrar, para provar o que afirmamos, as recentes decisões do Governo Regional em adiar a segunda fase da Variante à cidade da Horta, suspender a construção do Estádio Mário Lino, não concretizar a construção do Campo de Golfe do Faial, atrasar a reabilitação da Escola Básica Integrada da Horta, reduzir e alterar o projecto da construção do terminal de passageiros do Porto da Horta, não se comprometer com a promessa da ampliação da pista do Aeroporto da Horta, não avançar com as Termas do Varadouro. Conhecem os leitores cenário desta dimensão em outras ilhas da Região? Que cancelamentos e adiamentos houve nelas que se assemelhem ao que acabei de descrever para o Faial?»
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 14.01.2011.
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