quinta-feira, 8 de maio de 2014

Em casa onde não há pão

"(...) Os dados dos censos de 2011 e os do PIB por ilha publicados pelo Serviço Regional de Estatística são bem reveladores do quanto este modelo de governação falhou em termos de coesão regional. E são cada vez mais as vozes que se juntam e confirmam este desastre.
Recentemente foi o histórico socialista Dionísio Sousa que referiu que a “Autonomia dos Açores não está a resolver assimetrias entre as ilhas”. Outro socialista insuspeito, Cunha de Oliveira, também já expressou a opinião de que “a prova de que ainda não há nos Açores desenvolvimento harmónico é o retrocesso populacional” e ainda acrescentou que “não duvido que o atual sistema autonómico esteja em vias de colapso”.
O economista Nuno Martins comentando os números do PIB divulgados pelo Serviço Regional de Estatística, que dão nota que quase só S. Miguel tem crescido, referiu que “isso é bom para S. Miguel e mau para as outras ilhas, em termos muito simples. Se partimos do pressuposto que uma Região deve ter alguma coesão, é algo muito negativo. Pode haver quem defenda que se uma ilha conseguir, por si só, trazer mais crescimento do que todas as outras, que assim seja… Mas a mim parece-me que o crescimento não é um objetivo em si, mas que serve, isso sim, para dar mais condições de vida às pessoas (...)”.
Luís Garcia, in Incentivo.
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