" Existe nos Açores uma cada vez maior e mais profunda clivagem entre a realidade e o discurso político do Governo Regional.
O peso do funcionalismo público em muitas ilhas (com o Faial à cabeça e que da crise quase só conhece os cortes vindos da República), a preguiça de muita comunicação social (que reduz muito do seu jornalismo a transcrever na íntegra as notícias do GACS – Gabinete de Apoio à Comunicação Social do Governo Regional) e a própria forma de ser da maioria dos açorianos (sempre a achar que o que o Governo diz é que é verdadeiro), têm levado a tardar entre nós a consciência plena de que nos Açores a crise, apesar de ser um facto quotidiano grave, sentido e profundo, é também resultado das opções políticas (más) de quem nos tem governado na Região. (...)
Já não há como fazer de conta. Só não vê quem não quer. Nos Açores, infelizmente, a crise alargou-se, vitimou as pessoas, as famílias, a economia e já submergiu este Governo que, apesar disso, persiste em nos entreter sobre a nossa real situação, tal e qual a orquestra do Titanic enquanto este se afundava."
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 25.04.2014
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