
Os deputados Jorge Costa Pereira e Luís Garcia em Conferência de Imprensa, consideraram que é clara a centralização de serviços e o esvaziamento do Faial que o novo modelo da Segurança Social impõe, mesmo se o Governo afirma que tal não corresponde à realidade por se criarem centros de competência em três ilhas. "Sejamos sérios e não joguemos com as palavras, pois criam-se dois institutos sediados na Terceira, quatro departamentos, dois com sede na Terceira e dois com sede em São Miguel, e criam-se 14 divisões, ficando duas delas no Faial", explicou Luís Garcia.
"Num universo de 112 funcionários distribuídos pelo Departamento de Prestações e Contribuições, o Faial fica com uma divisão com sete funcionários", assegurou aquele deputado, frisando que "a ilha perde um centro de prestações pecuniárias que tinha autonomia e capacidade de decisão, e que trabalhava ao nível do ex-distrito da Horta, sendo por isso curioso que o Governo não diga uma única palavra sobre a forma condenável como esta reestruturação está a ser implementada: de forma fechada, arrogante, não envolvendo incompreensivelmente os funcionários e os responsáveis dos serviços, em claros sinais de uma governação em fim de ciclo", afirmou.
O deputado não deixou de repudiar "a forma deturpada como o esclarecimento do Governo transcreveu a posição do grupo parlamentar do PSD/Açores, que se absteve na votação do diploma que originou a reestruturação em curso. Esse esclarecimento apenas cita a primeira parte da nossa posição, e esconde propositada e maldosamente a segunda parte, onde é levantado um conjunto de reservas à reforma. Esta é uma maneira de fazer política que condenamos e denunciamos", concluiu Luís Garcia.
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