terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Um polvo açoriano

"(...) Seguiu-se a consolidação de outro importante tentáculo deste polvo: o setor público empresarial da Região, onde o governo possui e exerce o poder de nomeação de um número significativo de lugares da administração das empresas ou de representação do capital público. Para se ter uma ideia aproximada do impacto deste setor, refira-se que, no final de 1996, quando o PSD abandonou o poder, o setor empresarial da Região era composto por três empresas de capital totalmente público (EDA, SATA e LOTAÇOR) e por participações diretas em mais 10 empresas. Atualmente, a Região, através do Governo Regional, detém participações diretas ou indiretas em 50 empresas: 21 são detidas pelo Governo a 100%; 11 empresas o Governo possui entre 50% a 99% do seu capital; e em 18 empresas o Governo Regional detém uma participação inferior a 50%. Desenvolveu-se, assim, de forma exponencial um amplo campo de colocações de natureza política em cargos altamente remunerados. Depressa este sector se transformou, pela sua importância, volume e número, em mais um e poderoso tentáculo do polvo socialista.(...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 14.02.2014
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