Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, os deputados Jorge Costa Pereira, Luís Garcia e Luís Maurício especificam que o Hospital da Horta "ficou recentemente
sem ginecologista", assim como, nas especialidades de urologia, nefrologia e
pneumologia, se exige a regularização da situação de forma permanente, pelo que
queremos saber como funciona neste momento cada uma delas no Hospital da
Horta", avançou Luís Garcia, frisando "é imprescindível, no mínimo,
que se mantenham as especialidades médicas que aquela unidade de saúde possui,
com os respetivos médicos ao serviço de forma estável, o que não estará a
acontecer", adiantou
Um dos problemas na especialidade de
Ortopedia tem a ver com o facto de que, desde 2011, o número de ortopedistas
passou de três especialistas permanentes para apenas um. Isso contribuiu em
muito para o aumento das listas de espera em cirurgia ortopédica, situação até
hoje não foi resolvida nas melhores condições, nem com a deslocação periódica
de um médico de outra unidade hospitalar".
"Acresce que, e devido ao falecimento do único titular, o
Hospital da Horta se viu também privado do seu pneumologista, e a vaga ainda
não foi preenchida. Já no final do ano passado, reformou-se o nefrologista
responsável pela Unidade de Diálise, o que colocou aquela valência a funcionar
com especialistas deslocados de outros hospitais, uma solução aceitável mas
claramente provisória", explica Luís Garcia.
"Também o urologista em serviço no Hospital da Horta já
passou à situação de aposentado, sem que a sua vaga fosse preenchida. Trata-se
de um conjunto de situações que já justificariam
uma política de incentivos especiais de estímulo acrescido para a
vinda dos especialistas em carência no Hospital da Horta, e o Governo Regional
deve também esclarecer se tem essa opção em vista", sublinhou.
Luís Garcia lembrou que, "para além da sua função de
prestação dos cuidados de saúde às populações das ilhas sob a sua jurisdição, o
Hospital da Horta cumpre ainda um papel nuclear e essencial na vida social e
económica da ilha do Faial, bastando para tal lembrar o impacto que os cerca de
500 profissionais daquela Unidade de Saúde têm na nossa comunidade. Isso
deveria ser suficiente para que o
Governo Regional resolvesse estas situações com maior rapidez e
estabilidade", concluiu.
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