"(...) Como é claro a qualquer mortal, o que está em causa em todos os factos anteriormente expostos não é uma questão legal, mas sim moral e ética.
Os gastos descritos são objetivamente imorais, porque representam luxos e acréscimos de remunerações obtidas de forma eticamente censurável. Alguém compreende e aceita como justo, correto e aceitável que um membro de um governo receba ajudas de custo a 100% quando está sentado no sofá da sua casa?
Alguém compreende e aceita como justo, correto e aceitável que se gastem milhares de euros ao dinheiro dos contribuintes em viagens quase de passeio e turismo, para receber homenagens e presidir a jantares?
A questão levantada há algum tempo com a bolsa de estudo atribuída ao filho de um membro deste governo, tinha a mesma natureza: era legal, mas era imoral!
E o que fez aquela governante, quando a situação foi descoberta? Anunciou a devolução do valor da bolsa recebida pelo seu filho. Por uma questão ética e moral.
Quer Álamo Meneses, quer Sérgio Ávila, não receberam ajudas de custo quando estiveram na sua ilha de residência. Por uma questão ética e moral. (...)"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 06.07.2012.
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