terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cortes em 2012 não são para todas as ilhas

O Plano do governo regional para 2012 rondará os 738 milhões de euros, o que significa uma redução de 8% por comparação com o Plano de 2011, que atingia os cerca de 802 milhões de euros. São menos cerca de 64 milhões de euros, o que não deixa de ter significado e importância.

A expressão dessa redução, no Plano para 2012, por cada uma das 9 ilhas dos Açores é muito díspar: 7 ilhas vêem as verbas que lhe estão distribuídas diminuírem, em comparação com o corrente ano, entre 1,1% (Faial) e 20,7% (S. Jorge); 2 ilhas vêem as suas verbas aumentarem: Corvo (31%) e S. Miguel (4,6%).

Num cenário de redução significativa das verbas públicas destinadas ao Plano, a expectativa natural de qualquer cidadão era ver essa diminuição expressa de forma muito semelhante em cada uma das 9 ilhas dos Açores, ou, quando muito, de ver as ilhas menos desenvolvidas (eufemísticamente apelidadas pelo governo de "ilhas da coesão") mais poupadas aos cortes. Mas não: os cortes não são para todos. Se exceptuarmos o caso do Corvo, cujo reforço de verba será aceitável no quadro referido, não é compreensível que a ilha dos Açores que mais à frente vai no desenvolvimento e no crescimento, veja as suas verbas reforçadas, enquanto os maiores e mais profundos cortes atingem precisamente as chamadas "ilhas da coesão".

Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 18.11.2011.
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