segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A urgência de uma economia centrada no Homem

"Já há anos que muitos vinham avisando para a inevitável chegada de uma anunciada crise e para o iminente colapso das finanças públicas portuguesas. Já há anos muitas vozes vinham alertando para a trajectória dos gastos do Estado central, das Regiões e das Autarquias e para o facto desse rumo ser incomportável com realidade económico-financeira do País. Já há anos que se percebia que a deriva despesista que assaltou governos, autarquias, empresas públicas, institutos públicos, empresas municipais e toda a panóplia de similares que se foram criando por esse País fora, iria um dia ter um mau fim! A todos os avisos a maioria dos governantes, gestores públicos e autarcas portugueses fez ouvidos moucos, persistiu em manter um rumo inconsciente e suicida, deixou de lado as preocupações da boa gestão e do criterioso investimento e deslumbrou-se com o dinheiro fácil e a ilusão de uma prosperidade sem fim. Ignoraram de forma ostensiva os avisos de que o rumo conduziria a um final trágico. Teimaram em gastar quando deviam ter poupado. E, com o seu exemplo, contribuíram para contagiar famílias inteiras que hoje vivem afogadas na insolvência! O resultado está aí à vista: não fosse o apoio da chamada "Troyka", Portugal estava já na bancarrota e nem dinheiro para pagar os salários dos seus funcionários tinha!"
Jorge Costa Pereira, in Tribuna das Ilhas, 09.09.2011.
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